Metadona + Tramadol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzido), hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, hipertensão e, em casos graves, rigidez muscular, acidose metabólica, rabdomiólise e falência de múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Hunter (clônus espontâneo + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia/temperatura >38°C).

Mecanismo

Ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica por mecanismos diferentes, com risco de síndrome serotoninérgica. A metadona é um inibidor fraco da recaptação de serotonina (SERT) e pode aumentar os níveis sinápticos de serotonina. O tramadol é um inibidor mais potente da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), além de ser um agonista opioide. A combinação pode levar a um excesso serotoninérgico sinérgico, especialmente em doses altas ou em pacientes com predisposição. Fatores de risco adicionais incluem uso de outros fármacos serotoninérgicos (ISRS, IMAO), idade avançada e polifarmácia.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 2) Evitar outros fármacos serotoninérgicos; 3) Educar o paciente sobre os sinais precoces de síndrome serotoninérgica (agitação, tremor, diarreia) e orientar a procurar atendimento imediato se surgirem; 4) Em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos os fármacos, suporte clínico (resfriamento, hidratação, benzodiazepínicos para agitação/mioclonia) e, em casos graves, considerar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg VO/SNG dose inicial, seguida de 2 mg a cada 2h até resposta.

🔍O que monitorar

Monitorar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos, clônus e nível de consciência a cada 4-6 horas nas primeiras 72h de uso concomitante. Em pacientes ambulatoriais, orientar familiares sobre sinais de alerta (agitação, confusão, rigidez muscular).

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa sem ação serotoninérgica. Para tramadol: considerar morfina ou oxicodona (opioides sem ação serotoninérgica significativa). Para metadona: em dor, considerar AINEs ou paracetamol; em dependência, avaliar buprenorfina (menor risco de síndrome serotoninérgica).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024; Boyer EW, Shannon M. The serotonin syndrome. N Engl J Med. 2005;352(11):1112-1120.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Metadona com Tramadol?

A combinação de Metadona com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzido), hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, hipertensão e, em casos graves, rigidez muscular, acidose metabólica, rabdomiólise e falência de múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Hunter (clônus espontâneo + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia/temperatura >38°C). Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 2) Evitar outros fármacos serotoninérgicos; 3) Educar o paciente sobre os sinais precoces de síndrome serotoninérgica (agitação, tremor, diarreia) e orientar a procurar atendimento imediato se surgirem; 4) Em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos os fármacos, suporte clínico (resfriamento, hidratação, benzodiazepínicos para agitação/mioclonia) e, em casos graves, considerar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg VO/SNG dose inicial, seguida de 2 mg a cada 2h até resposta.

Metadona e Tramadol interagem?

Sim, Metadona e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica por mecanismos diferentes, com risco de síndrome serotoninérgica. a metadona é um inibidor fraco da recaptação de serotonina (sert) e pode aumentar os níveis sinápticos de serotonina. o tramadol é um inibidor mais potente da recaptação de serotonina e noradrenalina (irsn), além de ser um agonista opioide. a combinação pode levar a um excesso serotoninérgico sinérgico, especialmente em doses altas ou em pacientes com predisposição. fatores de risco adicionais incluem uso de outros fármacos serotoninérgicos (isrs, imao), idade avançada e polifarmácia.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: 1) usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 2) evitar outros fármacos serotoninérgicos; 3) educar o paciente sobre os sinais precoces de síndrome serotoninérgica (agitação, tremor, diarreia) e orientar a procurar atendimento imediato se surgirem; 4) em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos os fármacos, suporte clínico (resfriamento, hidratação, benzodiazepínicos para agitação/mioclonia) e, em casos graves, considerar ciproeptadina (antagonista 5-ht2a) 12 mg vo/sng dose inicial, seguida de 2 mg a cada 2h até resposta..

Qual o risco de Metadona com Tramadol?

O risco da associação Metadona + Tramadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzido), hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, hipertensão e, em casos graves, rigidez muscular, acidose metabólica, rabdomiólise e falência de múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Hunter (clônus espontâneo + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia/temperatura >38°C). Monitorar: monitorar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos, clônus e nível de consciência a cada 4-6 horas nas primeiras 72h de uso concomitante. em pacientes ambulatoriais, orientar familiares sobre sinais de alerta (agitação, confusão, rigidez muscular)..

Interações Relacionadas

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.