Metadona + Midazolam

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva (sonolência diurna, lentidão psicomotora), depressão respiratória (FR <12 rpm, SpO2 <90%), comprometimento cognitivo (confusão, amnésia anterógrada), aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Pode ocorrer sinergismo na depressão respiratória com risco de parada respiratória, especialmente se midazolam for usado em bolus IV ou em doses altas.

Mecanismo

Depressão sinérgica do sistema nervoso central (SNC) por mecanismos complementares: metadona é agonista opioide μ (com afinidade Ki ~1-3 nM) e antagonista NMDA, causando sedação e depressão respiratória dose-dependente; midazolam é agonista do receptor GABA-A, aumentando a frequência de abertura dos canais de cloreto, com potente efeito sedativo-hipnótico e depressor respiratório. A combinação resulta em sinergismo farmacodinâmico na depressão respiratória, pois ambos atuam em centros bulbares (opioides no centro respiratório, benzodiazepínicos no centro pneumotáxico). O risco é maior em idosos, pacientes com apneia do sono ou DPOC, e com uso de doses altas ou administração intravenosa.

📋Conduta Clinica

1) Evitar associação sempre que possível; se indispensável, usar midazolam na menor dose eficaz (ex: 2,5-5 mg VO) e por curto período; 2) Iniciar metadona com 2,5-5 mg/dia e titular lentamente; 3) Monitorar SpO2 contínua se paciente de alto risco; 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, outros opioides, antipsicóticos sedativos); 5) Orientar paciente e cuidador sobre risco de sedação e depressão respiratória; 6) Contraindicar direção de veículos ou operação de máquinas perigosas.

🔍O que monitorar

Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay ou RASS) a cada consulta. SpO2 contínua se paciente de alto risco (idoso, DPOC, apneia do sono). Frequência respiratória e sinais de hipercapnia (cefaleia matinal, confusão). Risco de quedas (teste Timed Up and Go). Reavaliar necessidade da combinação periodicamente; considerar desmame do midazolam se uso crônico.

Alternativas

Considerar alternativa não sedativa: para ansiedade, buspirona ou ISRS; para insônia, melatonina ou trazodona em dose baixa; para metadona, avaliar redução de dose ou troca para buprenorfina (menor sedação) se indicado. Se sedação for necessária para procedimento, usar midazolam com monitorização e reduzir dose da metadona no dia.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Gudin JA et al. Pain Med. 2017;18(8):1432-1442; FDA Drug Safety Communication: Benzodiazepine and Opioid Combination (2016).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Metadona com Midazolam?

A combinação de Metadona com Midazolam apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva (sonolência diurna, lentidão psicomotora), depressão respiratória (FR <12 rpm, SpO2 <90%), comprometimento cognitivo (confusão, amnésia anterógrada), aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Pode ocorrer sinergismo na depressão respiratória com risco de parada respiratória, especialmente se midazolam for usado em bolus IV ou em doses altas. 1) Evitar associação sempre que possível; se indispensável, usar midazolam na menor dose eficaz (ex: 2,5-5 mg VO) e por curto período; 2) Iniciar metadona com 2,5-5 mg/dia e titular lentamente; 3) Monitorar SpO2 contínua se paciente de alto risco; 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, outros opioides, antipsicóticos sedativos); 5) Orientar paciente e cuidador sobre risco de sedação e depressão respiratória; 6) Contraindicar direção de veículos ou operação de máquinas perigosas.

Metadona e Midazolam interagem?

Sim, Metadona e Midazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do sistema nervoso central (snc) por mecanismos complementares: metadona é agonista opioide μ (com afinidade ki ~1-3 nm) e antagonista nmda, causando sedação e depressão respiratória dose-dependente; midazolam é agonista do receptor gaba-a, aumentando a frequência de abertura dos canais de cloreto, com potente efeito sedativo-hipnótico e depressor respiratório. a combinação resulta em sinergismo farmacodinâmico na depressão respiratória, pois ambos atuam em centros bulbares (opioides no centro respiratório, benzodiazepínicos no centro pneumotáxico). o risco é maior em idosos, pacientes com apneia do sono ou dpoc, e com uso de doses altas ou administração intravenosa.. A conduta recomendada é: 1) evitar associação sempre que possível; se indispensável, usar midazolam na menor dose eficaz (ex: 2,5-5 mg vo) e por curto período; 2) iniciar metadona com 2,5-5 mg/dia e titular lentamente; 3) monitorar spo2 contínua se paciente de alto risco; 4) evitar outros depressores do snc (álcool, outros opioides, antipsicóticos sedativos); 5) orientar paciente e cuidador sobre risco de sedação e depressão respiratória; 6) contraindicar direção de veículos ou operação de máquinas perigosas..

Qual o risco de Metadona com Midazolam?

O risco da associação Metadona + Midazolam é classificado como MODERADA. Sedação excessiva (sonolência diurna, lentidão psicomotora), depressão respiratória (FR <12 rpm, SpO2 <90%), comprometimento cognitivo (confusão, amnésia anterógrada), aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Pode ocorrer sinergismo na depressão respiratória com risco de parada respiratória, especialmente se midazolam for usado em bolus IV ou em doses altas. Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay ou rass) a cada consulta. spo2 contínua se paciente de alto risco (idoso, dpoc, apneia do sono). frequência respiratória e sinais de hipercapnia (cefaleia matinal, confusão). risco de quedas (teste timed up and go). reavaliar necessidade da combinação periodicamente; considerar desmame do midazolam se uso crônico..

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Atualizado em junho/2026

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