Lítio + Propranolol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo, risco de quedas em idosos. Mascaramento do tremor de toxicidade do lítio.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: o lítio reduz a neurotransmissão excitatória (glutamato) e aumenta a inibitória (GABA), enquanto o propranolol, sendo lipofílico, atravessa a barreira hematoencefálica e bloqueia receptores beta-adrenérgicos centrais, causando sedação. Além disso, o propranolol pode mascarar o tremor fino induzido por lítio, que é um sinal precoce de toxicidade, atrasando o diagnóstico. O efeito depressor respiratório é mínimo em doses terapêuticas, mas pode ser relevante em idosos ou com doses altas.
📋Conduta Clinica
Usar a menor dose eficaz de propranolol (iniciar com 10-20 mg/dia). Preferir betabloqueadores hidrofílicos (atenolol) se o objetivo for apenas tremor, pois têm menor penetração no SNC. Monitorar nível de consciência e função cognitiva. Alertar paciente sobre dirigir e operar máquinas.
🔍O que monitorar
Nível de consciência, função cognitiva (Mini-Mental), risco de quedas (escala de Morse), tremor (avaliar separadamente de sedação). Níveis séricos de lítio se houver suspeita de toxicidade.
↺Alternativas
Para tremor induzido por lítio, usar betabloqueador hidrofílico (atenolol 25-50 mg/dia) ou primidona. Para hipertensão, usar anti-hipertensivo não sedativo (ex: IECA, bloqueador de canal de cálcio).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Estudos de interação lítio-betabloqueadores
Perguntas Frequentes
Pode tomar Lítio com Propranolol?
A combinação de Lítio com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo, risco de quedas em idosos. Mascaramento do tremor de toxicidade do lítio. Usar a menor dose eficaz de propranolol (iniciar com 10-20 mg/dia). Preferir betabloqueadores hidrofílicos (atenolol) se o objetivo for apenas tremor, pois têm menor penetração no SNC. Monitorar nível de consciência e função cognitiva. Alertar paciente sobre dirigir e operar máquinas.
Lítio e Propranolol interagem?
Sim, Lítio e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: o lítio reduz a neurotransmissão excitatória (glutamato) e aumenta a inibitória (gaba), enquanto o propranolol, sendo lipofílico, atravessa a barreira hematoencefálica e bloqueia receptores beta-adrenérgicos centrais, causando sedação. além disso, o propranolol pode mascarar o tremor fino induzido por lítio, que é um sinal precoce de toxicidade, atrasando o diagnóstico. o efeito depressor respiratório é mínimo em doses terapêuticas, mas pode ser relevante em idosos ou com doses altas.. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de propranolol (iniciar com 10-20 mg/dia). preferir betabloqueadores hidrofílicos (atenolol) se o objetivo for apenas tremor, pois têm menor penetração no snc. monitorar nível de consciência e função cognitiva. alertar paciente sobre dirigir e operar máquinas..
Qual o risco de Lítio com Propranolol?
O risco da associação Lítio + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo, risco de quedas em idosos. Mascaramento do tremor de toxicidade do lítio. Monitorar: nível de consciência, função cognitiva (mini-mental), risco de quedas (escala de morse), tremor (avaliar separadamente de sedação). níveis séricos de lítio se houver suspeita de toxicidade..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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