Lítio + Paroxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Síndrome serotoninérgica: espectro de sintomas que variam de leves (tremor, ansiedade, diaforese) a graves (hipertermia > 38,5°C, rigidez muscular, mioclonia, clônus ocular ou induzível, hiperreflexia, taquicardia, instabilidade autonômica, delirium, coma). Pode ser fatal se não reconhecida precocemente.

Mecanismo

Ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica por mecanismos sinérgicos: a paroxetina é um potente inibidor da recaptação de serotonina (ISRS) com alta afinidade pelo SERT (Ki ~0,13 nM), enquanto o lítio aumenta a liberação de serotonina pré-sináptica e potencializa a sinalização pós-sináptica. A paroxetina também inibe fracamente a recaptação de noradrenalina, o que pode exacerbar a instabilidade autonômica na síndrome serotoninérgica.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Iniciar com doses baixas (ex: paroxetina 10 mg/dia, lítio 300 mg/dia) e titular lentamente; 2) Aplicar os Critérios de Hunter para diagnóstico precoce; 3) Educar o paciente sobre sinais de alerta; 4) Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos imediatamente e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina se grave).

🔍O que monitorar

Avaliar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos, clônus (ocular, espontâneo ou induzível), mioclonia, nível de consciência e sudorese a cada consulta (inicialmente semanal, depois mensal). Aplicar Critérios de Hunter. Dosar litemia a cada 5-7 dias no início e depois a cada 3-6 meses (alvo: 0,6-0,8 mEq/L).

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa sem ação serotoninérgica. Para depressão bipolar: considerar bupropiona (ação dopaminérgica/noradrenérgica) ou lamotrigina. Para estabilização do humor: manter lítio e associar antipsicótico atípico com perfil não serotoninérgico (ex: aripiprazol, olanzapina).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. N Engl J Med. 2005;352(11):1112-1120; Dunkley EJ et al. QJM. 2003;96(9):635-642.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Lítio com Paroxetina?

A combinação de Lítio com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: espectro de sintomas que variam de leves (tremor, ansiedade, diaforese) a graves (hipertermia > 38,5°C, rigidez muscular, mioclonia, clônus ocular ou induzível, hiperreflexia, taquicardia, instabilidade autonômica, delirium, coma). Pode ser fatal se não reconhecida precocemente. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Iniciar com doses baixas (ex: paroxetina 10 mg/dia, lítio 300 mg/dia) e titular lentamente; 2) Aplicar os Critérios de Hunter para diagnóstico precoce; 3) Educar o paciente sobre sinais de alerta; 4) Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos imediatamente e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina se grave).

Lítio e Paroxetina interagem?

Sim, Lítio e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica por mecanismos sinérgicos: a paroxetina é um potente inibidor da recaptação de serotonina (isrs) com alta afinidade pelo sert (ki ~0,13 nm), enquanto o lítio aumenta a liberação de serotonina pré-sináptica e potencializa a sinalização pós-sináptica. a paroxetina também inibe fracamente a recaptação de noradrenalina, o que pode exacerbar a instabilidade autonômica na síndrome serotoninérgica.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: 1) iniciar com doses baixas (ex: paroxetina 10 mg/dia, lítio 300 mg/dia) e titular lentamente; 2) aplicar os critérios de hunter para diagnóstico precoce; 3) educar o paciente sobre sinais de alerta; 4) ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos imediatamente e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina se grave)..

Qual o risco de Lítio com Paroxetina?

O risco da associação Lítio + Paroxetina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: espectro de sintomas que variam de leves (tremor, ansiedade, diaforese) a graves (hipertermia > 38,5°C, rigidez muscular, mioclonia, clônus ocular ou induzível, hiperreflexia, taquicardia, instabilidade autonômica, delirium, coma). Pode ser fatal se não reconhecida precocemente. Monitorar: avaliar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos, clônus (ocular, espontâneo ou induzível), mioclonia, nível de consciência e sudorese a cada consulta (inicialmente semanal, depois mensal). aplicar critérios de hunter. dosar litemia a cada 5-7 dias no início e depois a cada 3-6 meses (alvo: 0,6-0,8 meq/l)..

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Atualizado em junho/2026

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