Lisdexanfetamina + Nortriptilina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Risco de síndrome serotoninérgica (menor que com amitriptilina), cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias), e efeitos noradrenérgicos excessivos (taquicardia, hipertensão, ansiedade).

Mecanismo

Interação farmacodinâmica e potencial farmacocinética. Nortriptilina é um ADT com inibição de recaptação de noradrenalina > serotonina, menor efeito anticolinérgico que amitriptilina, mas ainda com risco de prolongamento QTc. Lisdexanfetamina aumenta liberação de 5-HT e noradrenalina. Efeito aditivo noradrenérgico pode causar taquicardia, hipertensão e aumentar risco cardiovascular. Efeito serotoninérgico aditivo, embora menor que com outros ADT. Nortriptilina é metabolizada por CYP2D6; lisdexanfetamina não é inibidor, mas pode haver competição em doses altas. Relatos de caso com metilfenidato mostram aumento de níveis de ADT, mas evidência com anfetaminas é limitada.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se necessária, iniciar com doses baixas: nortriptilina 10-25 mg à noite, lisdexanfetamina 10-20 mg pela manhã. Titular lentamente, com aumentos de nortriptilina a cada 2 semanas até 50-75 mg/dia. ECG basal e após cada aumento. Se QTc >500 ms ou aumento >60 ms, suspender um fármaco. Monitorar nível sérico de nortriptilina (alvo 50-150 ng/mL).

🔍O que monitorar

ECG basal e semanal no primeiro mês (QTc, FC). Nível sérico de nortriptilina após 2 semanas de dose estável. Sinais de toxicidade serotoninérgica: temperatura, reflexos, clônus. PA e FC regularmente. Efeitos anticolinérgicos (menos frequentes).

Alternativas

Para depressão/dor: bupropiona, mirtazapina ou ISRS (com cautela serotoninérgica). Para TDAH: atomoxetina (cuidado com QTc) ou guanfacina. Se ADT for mandatório, considerar desipramina (menor efeito serotoninérgico).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Gillman PK. Br J Pharmacol 2007;151:737-48.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Lisdexanfetamina com Nortriptilina?

A combinação de Lisdexanfetamina com Nortriptilina apresenta interação de gravidade moderada. Risco de síndrome serotoninérgica (menor que com amitriptilina), cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias), e efeitos noradrenérgicos excessivos (taquicardia, hipertensão, ansiedade). Evitar associação. Se necessária, iniciar com doses baixas: nortriptilina 10-25 mg à noite, lisdexanfetamina 10-20 mg pela manhã. Titular lentamente, com aumentos de nortriptilina a cada 2 semanas até 50-75 mg/dia. ECG basal e após cada aumento. Se QTc >500 ms ou aumento >60 ms, suspender um fármaco. Monitorar nível sérico de nortriptilina (alvo 50-150 ng/mL).

Lisdexanfetamina e Nortriptilina interagem?

Sim, Lisdexanfetamina e Nortriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica e potencial farmacocinética. nortriptilina é um adt com inibição de recaptação de noradrenalina > serotonina, menor efeito anticolinérgico que amitriptilina, mas ainda com risco de prolongamento qtc. lisdexanfetamina aumenta liberação de 5-ht e noradrenalina. efeito aditivo noradrenérgico pode causar taquicardia, hipertensão e aumentar risco cardiovascular. efeito serotoninérgico aditivo, embora menor que com outros adt. nortriptilina é metabolizada por cyp2d6; lisdexanfetamina não é inibidor, mas pode haver competição em doses altas. relatos de caso com metilfenidato mostram aumento de níveis de adt, mas evidência com anfetaminas é limitada.. A conduta recomendada é: evitar associação. se necessária, iniciar com doses baixas: nortriptilina 10-25 mg à noite, lisdexanfetamina 10-20 mg pela manhã. titular lentamente, com aumentos de nortriptilina a cada 2 semanas até 50-75 mg/dia. ecg basal e após cada aumento. se qtc >500 ms ou aumento >60 ms, suspender um fármaco. monitorar nível sérico de nortriptilina (alvo 50-150 ng/ml)..

Qual o risco de Lisdexanfetamina com Nortriptilina?

O risco da associação Lisdexanfetamina + Nortriptilina é classificado como MODERADA. Risco de síndrome serotoninérgica (menor que com amitriptilina), cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias), e efeitos noradrenérgicos excessivos (taquicardia, hipertensão, ansiedade). Monitorar: ecg basal e semanal no primeiro mês (qtc, fc). nível sérico de nortriptilina após 2 semanas de dose estável. sinais de toxicidade serotoninérgica: temperatura, reflexos, clônus. pa e fc regularmente. efeitos anticolinérgicos (menos frequentes)..

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Atualizado em junho/2026

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