Lisdexanfetamina + Mirtazapina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, hiperreflexia, clônus espontâneo. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: Lisdexanfetamina (pró-fármaco da d-anfetamina) aumenta a liberação de serotonina e inibe sua recaptação; Mirtazapina antagoniza receptores alfa-2 adrenérgicos, aumentando a liberação de noradrenalina e serotonina. A combinação pode levar a estimulação excessiva de receptores 5-HT1A e 5-HT2A, com risco de síndrome serotoninérgica. A magnitude do efeito é imprevisível, mas casos graves são relatados com combinações semelhantes.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, iniciar com doses mínimas de ambos os fármacos e titular lentamente. Educar o paciente sobre sinais de alerta. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos). Em casos graves, considerar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg via oral, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta.
🔍O que monitorar
Avaliar critérios de Hunter a cada consulta: clônus espontâneo, clônus induzível + agitação/diaforese, clônus ocular + agitação/diaforese, tremor + hiperreflexia, hipertonia + temperatura >38°C + clônus ocular/induzível. Monitorar temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos, tônus muscular e nível de consciência.
↺Alternativas
Para TDAH: metilfenidato (menor ação serotoninérgica). Para depressão: bupropiona (sem ação serotoninérgica significativa).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Critérios de Hunter (2003)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Lisdexanfetamina com Mirtazapina?
A combinação de Lisdexanfetamina com Mirtazapina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, hiperreflexia, clônus espontâneo. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, iniciar com doses mínimas de ambos os fármacos e titular lentamente. Educar o paciente sobre sinais de alerta. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos). Em casos graves, considerar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg via oral, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta.
Lisdexanfetamina e Mirtazapina interagem?
Sim, Lisdexanfetamina e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: lisdexanfetamina (pró-fármaco da d-anfetamina) aumenta a liberação de serotonina e inibe sua recaptação; mirtazapina antagoniza receptores alfa-2 adrenérgicos, aumentando a liberação de noradrenalina e serotonina. a combinação pode levar a estimulação excessiva de receptores 5-ht1a e 5-ht2a, com risco de síndrome serotoninérgica. a magnitude do efeito é imprevisível, mas casos graves são relatados com combinações semelhantes.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, iniciar com doses mínimas de ambos os fármacos e titular lentamente. educar o paciente sobre sinais de alerta. ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos). em casos graves, considerar ciproeptadina (antagonista 5-ht2a) 12 mg via oral, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta..
Qual o risco de Lisdexanfetamina com Mirtazapina?
O risco da associação Lisdexanfetamina + Mirtazapina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, hiperreflexia, clônus espontâneo. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. Monitorar: avaliar critérios de hunter a cada consulta: clônus espontâneo, clônus induzível + agitação/diaforese, clônus ocular + agitação/diaforese, tremor + hiperreflexia, hipertonia + temperatura >38°c + clônus ocular/induzível. monitorar temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos, tônus muscular e nível de consciência..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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