Lisdexanfetamina + Clozapina
⚠O que acontece
Risco aumentado de convulsões tônico-clônicas generalizadas, especialmente em pacientes com fatores de risco (história de convulsões, lesão cerebral, doses altas de clozapina). Risco aditivo de prolongamento QTc e torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica: ambos os fármacos reduzem o limiar convulsivo. Lisdexanfetamina (d-anfetamina) pode causar convulsões em doses elevadas; clozapina tem risco dose-dependente de convulsões (1-5% dos pacientes). Efeito aditivo no risco de convulsões. Além disso, ambos podem causar taquicardia e prolongamento QTc, aumentando o risco de arritmias. A inibição de CYP2D6 pela d-anfetamina é fraca e não contribui significativamente para esta interação.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, manter clozapina na menor dose eficaz (nível sérico 350-600 ng/mL) e lisdexanfetamina na menor dose possível. Considerar profilaxia anticonvulsivante com ácido valproico ou lamotrigina (evitar carbamazepina por risco de agranulocitose aditiva). Reduzir clozapina em 25-50% se necessário titular lisdexanfetamina.
🔍O que monitorar
Nível sérico de clozapina a cada 2 semanas inicialmente, depois mensal. ECG com QTc basal e a cada 3 meses. Hemograma conforme protocolo de clozapina. Avaliar história de convulsões e fatores de risco. Monitorar sinais de convulsão (mioclonias, aura) e arritmias (palpitações, síncope).
↺Alternativas
Para TDAH: metilfenidato (menor risco convulsivo). Para psicose: antipsicótico atípico com menor risco convulsivo (olanzapina, quetiapina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Maudsley Prescribing Guidelines 2021
Perguntas Frequentes
Pode tomar Lisdexanfetamina com Clozapina?
A combinação de Lisdexanfetamina com Clozapina apresenta interação de gravidade grave. Risco aumentado de convulsões tônico-clônicas generalizadas, especialmente em pacientes com fatores de risco (história de convulsões, lesão cerebral, doses altas de clozapina). Risco aditivo de prolongamento QTc e torsades de pointes. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, manter clozapina na menor dose eficaz (nível sérico 350-600 ng/mL) e lisdexanfetamina na menor dose possível. Considerar profilaxia anticonvulsivante com ácido valproico ou lamotrigina (evitar carbamazepina por risco de agranulocitose aditiva). Reduzir clozapina em 25-50% se necessário titular lisdexanfetamina.
Lisdexanfetamina e Clozapina interagem?
Sim, Lisdexanfetamina e Clozapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica: ambos os fármacos reduzem o limiar convulsivo. lisdexanfetamina (d-anfetamina) pode causar convulsões em doses elevadas; clozapina tem risco dose-dependente de convulsões (1-5% dos pacientes). efeito aditivo no risco de convulsões. além disso, ambos podem causar taquicardia e prolongamento qtc, aumentando o risco de arritmias. a inibição de cyp2d6 pela d-anfetamina é fraca e não contribui significativamente para esta interação.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, manter clozapina na menor dose eficaz (nível sérico 350-600 ng/ml) e lisdexanfetamina na menor dose possível. considerar profilaxia anticonvulsivante com ácido valproico ou lamotrigina (evitar carbamazepina por risco de agranulocitose aditiva). reduzir clozapina em 25-50% se necessário titular lisdexanfetamina..
Qual o risco de Lisdexanfetamina com Clozapina?
O risco da associação Lisdexanfetamina + Clozapina é classificado como GRAVE. Risco aumentado de convulsões tônico-clônicas generalizadas, especialmente em pacientes com fatores de risco (história de convulsões, lesão cerebral, doses altas de clozapina). Risco aditivo de prolongamento QTc e torsades de pointes. Monitorar: nível sérico de clozapina a cada 2 semanas inicialmente, depois mensal. ecg com qtc basal e a cada 3 meses. hemograma conforme protocolo de clozapina. avaliar história de convulsões e fatores de risco. monitorar sinais de convulsão (mioclonias, aura) e arritmias (palpitações, síncope)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.