Lisdexanfetamina + Clomipramina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Alto risco de síndrome serotoninérgica grave: hipertermia, rigidez, mioclonia, clônus, agitação, convulsões, rabdomiólise, óbito. Cardiotoxicidade aditiva: prolongamento QTc, torsades de pointes.

Mecanismo

Efeito serotoninérgico aditivo grave. Clomipramina é o ADT com maior potência de inibição de recaptação de 5-HT (Ki para SERT ~0.14 nM), comparável a ISRS. Lisdexanfetamina (dextroanfetamina) aumenta liberação de 5-HT e inibe SERT. A combinação resulta em alto risco de síndrome serotoninérgica, mesmo em doses baixas. Clomipramina também bloqueia canais de sódio cardíacos, prolongando QTc. Farmacocinética: clomipramina é metabolizada por CYP2D6, 1A2 e 3A4. Lisdexanfetamina não inibe essas vias de forma significativa, mas o risco farmacodinâmico é primário e grave.

📋Conduta Clinica

Contraindicação relativa. Evitar associação sempre que possível. Se uso for inevitável (ex.: TOC grave com TDAH), requer internação para início e monitoramento intensivo. Iniciar clomipramina 25 mg/dia e lisdexanfetamina 10 mg/dia, com titulação extremamente lenta (aumentos de 10-25 mg a cada 4 semanas). Não exceder 75 mg/dia de clomipramina. ECG basal e semanal. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos e tratar agressivamente (ciproheptadina, UTI).

🔍O que monitorar

Internação para início. Monitoramento diário: temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. ECG basal e após cada aumento de dose (QTc). Nível sérico de clomipramina (alvo 100-250 ng/mL) após 2 semanas de dose estável. Após alta, monitoramento semanal por 1 mês, depois mensal.

Alternativas

Para TOC: ISRS (sertralina, fluoxetina) com cautela serotoninérgica, ou terapia cognitivo-comportamental isolada. Para TDAH: atomoxetina (não serotoninérgica) ou guanfacina. Evitar combinação de clomipramina com qualquer agente serotoninérgico.

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Gillman PK. Br J Pharmacol 2007;151:737-48.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Lisdexanfetamina com Clomipramina?

A combinação de Lisdexanfetamina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Alto risco de síndrome serotoninérgica grave: hipertermia, rigidez, mioclonia, clônus, agitação, convulsões, rabdomiólise, óbito. Cardiotoxicidade aditiva: prolongamento QTc, torsades de pointes. Contraindicação relativa. Evitar associação sempre que possível. Se uso for inevitável (ex.: TOC grave com TDAH), requer internação para início e monitoramento intensivo. Iniciar clomipramina 25 mg/dia e lisdexanfetamina 10 mg/dia, com titulação extremamente lenta (aumentos de 10-25 mg a cada 4 semanas). Não exceder 75 mg/dia de clomipramina. ECG basal e semanal. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos e tratar agressivamente (ciproheptadina, UTI).

Lisdexanfetamina e Clomipramina interagem?

Sim, Lisdexanfetamina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo grave. clomipramina é o adt com maior potência de inibição de recaptação de 5-ht (ki para sert ~0.14 nm), comparável a isrs. lisdexanfetamina (dextroanfetamina) aumenta liberação de 5-ht e inibe sert. a combinação resulta em alto risco de síndrome serotoninérgica, mesmo em doses baixas. clomipramina também bloqueia canais de sódio cardíacos, prolongando qtc. farmacocinética: clomipramina é metabolizada por cyp2d6, 1a2 e 3a4. lisdexanfetamina não inibe essas vias de forma significativa, mas o risco farmacodinâmico é primário e grave.. A conduta recomendada é: contraindicação relativa. evitar associação sempre que possível. se uso for inevitável (ex.: toc grave com tdah), requer internação para início e monitoramento intensivo. iniciar clomipramina 25 mg/dia e lisdexanfetamina 10 mg/dia, com titulação extremamente lenta (aumentos de 10-25 mg a cada 4 semanas). não exceder 75 mg/dia de clomipramina. ecg basal e semanal. ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos e tratar agressivamente (ciproheptadina, uti)..

Qual o risco de Lisdexanfetamina com Clomipramina?

O risco da associação Lisdexanfetamina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Alto risco de síndrome serotoninérgica grave: hipertermia, rigidez, mioclonia, clônus, agitação, convulsões, rabdomiólise, óbito. Cardiotoxicidade aditiva: prolongamento QTc, torsades de pointes. Monitorar: internação para início. monitoramento diário: temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. ecg basal e após cada aumento de dose (qtc). nível sérico de clomipramina (alvo 100-250 ng/ml) após 2 semanas de dose estável. após alta, monitoramento semanal por 1 mês, depois mensal..

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Atualizado em junho/2026

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