Levetiracetam + Trazodona
⚠O que acontece
Sedação diurna residual, sonolência matinal, prejuízo cognitivo, risco de quedas noturnas. Depressão respiratória é improvável em monoterapia, mas pode ocorrer em combinação com outros depressores ou DPOC grave.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: levetiracetam causa sedação por mecanismo não completamente elucidado (possível modulação GABAérgica indireta); trazodona é antagonista 5-HT2A e H1, com metabólito mCPP agonista 5-HT2C. Em doses baixas (25-100 mg), predomina efeito hipnótico por bloqueio H1 e alfa-1, sinérgico à sedação do levetiracetam.
📋Conduta Clinica
Usar menor dose eficaz de trazodona (12,5-50 mg ao deitar). Levetiracetam em dose padrão, mas evitar administração noturna de doses altas (>1000 mg) se possível. Separar horários: levetiracetam pela manhã e à tarde, trazodona ao deitar. Alertar sobre sonolência residual e risco de dirigir pela manhã. Em idosos, iniciar trazodona com 12,5 mg.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação matinal (escala de sonolência) na primeira semana. Monitorar cognição (Mini-Exame do Estado Mental se idoso) a cada 3 meses. Em pacientes com apneia do sono, considerar polissonografia se houver piora clínica. Checar quedas noturnas relatadas pelo cuidador.
↺Alternativas
Para insônia, considerar melatonina de liberação prolongada (2 mg) ou ramelteon (agonista melatoninérgico sem efeito sedativo diurno). Para depressão, avaliar bupropiona (não sedativa) se não houver risco de convulsão.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Clinical Pharmacokinetics 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Levetiracetam com Trazodona?
A combinação de Levetiracetam com Trazodona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação diurna residual, sonolência matinal, prejuízo cognitivo, risco de quedas noturnas. Depressão respiratória é improvável em monoterapia, mas pode ocorrer em combinação com outros depressores ou DPOC grave. Usar menor dose eficaz de trazodona (12,5-50 mg ao deitar). Levetiracetam em dose padrão, mas evitar administração noturna de doses altas (>1000 mg) se possível. Separar horários: levetiracetam pela manhã e à tarde, trazodona ao deitar. Alertar sobre sonolência residual e risco de dirigir pela manhã. Em idosos, iniciar trazodona com 12,5 mg.
Levetiracetam e Trazodona interagem?
Sim, Levetiracetam e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: levetiracetam causa sedação por mecanismo não completamente elucidado (possível modulação gabaérgica indireta); trazodona é antagonista 5-ht2a e h1, com metabólito mcpp agonista 5-ht2c. em doses baixas (25-100 mg), predomina efeito hipnótico por bloqueio h1 e alfa-1, sinérgico à sedação do levetiracetam.. A conduta recomendada é: usar menor dose eficaz de trazodona (12,5-50 mg ao deitar). levetiracetam em dose padrão, mas evitar administração noturna de doses altas (>1000 mg) se possível. separar horários: levetiracetam pela manhã e à tarde, trazodona ao deitar. alertar sobre sonolência residual e risco de dirigir pela manhã. em idosos, iniciar trazodona com 12,5 mg..
Qual o risco de Levetiracetam com Trazodona?
O risco da associação Levetiracetam + Trazodona é classificado como MODERADA. Sedação diurna residual, sonolência matinal, prejuízo cognitivo, risco de quedas noturnas. Depressão respiratória é improvável em monoterapia, mas pode ocorrer em combinação com outros depressores ou DPOC grave. Monitorar: avaliar sedação matinal (escala de sonolência) na primeira semana. monitorar cognição (mini-exame do estado mental se idoso) a cada 3 meses. em pacientes com apneia do sono, considerar polissonografia se houver piora clínica. checar quedas noturnas relatadas pelo cuidador..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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