Levetiracetam + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, visão turva, dificuldade de concentração, edema periférico, ganho de peso, depressão respiratória (raro, mas relatado em pacientes com fatores de risco), risco de quedas.
⚙Mecanismo
Sinergismo farmacodinâmico: pregabalina liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância P). Causa sedação, tontura e, em doses altas, depressão respiratória. Levetiracetam também modula canais de cálcio (SV2A), resultando em sonolência aditiva. A combinação pode causar sedação profunda e aumento do risco de quedas. Pregabalina não é metabolizada; excreção renal. Levetiracetam não interfere. Magnitude: moderada, mas pode ser grave em IRC (acúmulo de pregabalina).
📋Conduta Clinica
Iniciar pregabalina na menor dose (25-75 mg à noite) e titular lentamente (aumentar a cada 1-2 semanas). Em idosos ou IRC, reduzir dose conforme TFG (ex: TFG 30-60 mL/min: reduzir 50%). Evitar uso concomitante de outros depressores. Orientar paciente sobre risco de tontura e quedas. Se sedação for limitante, considerar gabapentina (perfil semelhante, mas pode ser melhor tolerada) ou reduzir levetiracetam.
🔍O que monitorar
Nível de consciência, tontura (escala visual analógica), risco de quedas (teste Timed Up and Go). Monitorar função renal periodicamente. Avaliar edema periférico e ganho de peso.
↺Alternativas
Para dor neuropática: duloxetina (sem sedação significativa) ou amitriptilina (mas com risco de sedação aditiva). Para epilepsia: manter levetiracetam; para ansiedade: considerar buspirona ou ISRS.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; bula pregabalina (efeitos adversos: sonolência em 22% dos pacientes); estudo de depressão respiratória com gabapentinoides (FDA Safety Communication 2019)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Levetiracetam com Pregabalina?
A combinação de Levetiracetam com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, visão turva, dificuldade de concentração, edema periférico, ganho de peso, depressão respiratória (raro, mas relatado em pacientes com fatores de risco), risco de quedas. Iniciar pregabalina na menor dose (25-75 mg à noite) e titular lentamente (aumentar a cada 1-2 semanas). Em idosos ou IRC, reduzir dose conforme TFG (ex: TFG 30-60 mL/min: reduzir 50%). Evitar uso concomitante de outros depressores. Orientar paciente sobre risco de tontura e quedas. Se sedação for limitante, considerar gabapentina (perfil semelhante, mas pode ser melhor tolerada) ou reduzir levetiracetam.
Levetiracetam e Pregabalina interagem?
Sim, Levetiracetam e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sinergismo farmacodinâmico: pregabalina liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância p). causa sedação, tontura e, em doses altas, depressão respiratória. levetiracetam também modula canais de cálcio (sv2a), resultando em sonolência aditiva. a combinação pode causar sedação profunda e aumento do risco de quedas. pregabalina não é metabolizada; excreção renal. levetiracetam não interfere. magnitude: moderada, mas pode ser grave em irc (acúmulo de pregabalina).. A conduta recomendada é: iniciar pregabalina na menor dose (25-75 mg à noite) e titular lentamente (aumentar a cada 1-2 semanas). em idosos ou irc, reduzir dose conforme tfg (ex: tfg 30-60 ml/min: reduzir 50%). evitar uso concomitante de outros depressores. orientar paciente sobre risco de tontura e quedas. se sedação for limitante, considerar gabapentina (perfil semelhante, mas pode ser melhor tolerada) ou reduzir levetiracetam..
Qual o risco de Levetiracetam com Pregabalina?
O risco da associação Levetiracetam + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, visão turva, dificuldade de concentração, edema periférico, ganho de peso, depressão respiratória (raro, mas relatado em pacientes com fatores de risco), risco de quedas. Monitorar: nível de consciência, tontura (escala visual analógica), risco de quedas (teste timed up and go). monitorar função renal periodicamente. avaliar edema periférico e ganho de peso..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.