Levetiracetam + Oxicodona
⚠O que acontece
Sedação, tontura, depressão respiratória, constipação, náusea, risco de quedas, dependência.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: oxicodona é agonista opioide μ e κ, com potência analgésica 1,5-2x maior que morfina oral. Causa sedação e depressão respiratória dose-dependente. Levetiracetam contribui com sonolência aditiva. Oxicodona é metabolizada por CYP3A4 e CYP2D6; levetiracetam não interfere nessas vias, portanto sem interação farmacocinética. Magnitude do efeito sedativo é moderada, mas pode ser grave em pacientes com apneia do sono ou uso de álcool.
📋Conduta Clinica
Iniciar oxicodona na menor dose (2,5-5 mg VO a cada 4-6h). Preferir formulações de liberação imediata inicialmente. Evitar em pacientes com TFG <30 mL/min (acúmulo de metabólitos). Orientar paciente a não ingerir álcool. Se sedação for limitante, reduzir dose de levetiracetam ou trocar para analgésico não opioide.
🔍O que monitorar
FR, SpO2, escala de sedação. Avaliar função renal periodicamente. Monitorar sinais de abuso (comportamento de busca de droga, uso de doses maiores que prescrito).
↺Alternativas
Para dor moderada a grave: tapentadol (menor constipação, ação dupla) ou buprenorfina transdérmica (menor depressão respiratória). Para dor neuropática: gabapentina ou pregabalina (com monitoramento de sedação).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; bula oxicodona
Perguntas Frequentes
Pode tomar Levetiracetam com Oxicodona?
A combinação de Levetiracetam com Oxicodona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação, tontura, depressão respiratória, constipação, náusea, risco de quedas, dependência. Iniciar oxicodona na menor dose (2,5-5 mg VO a cada 4-6h). Preferir formulações de liberação imediata inicialmente. Evitar em pacientes com TFG <30 mL/min (acúmulo de metabólitos). Orientar paciente a não ingerir álcool. Se sedação for limitante, reduzir dose de levetiracetam ou trocar para analgésico não opioide.
Levetiracetam e Oxicodona interagem?
Sim, Levetiracetam e Oxicodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: oxicodona é agonista opioide μ e κ, com potência analgésica 1,5-2x maior que morfina oral. causa sedação e depressão respiratória dose-dependente. levetiracetam contribui com sonolência aditiva. oxicodona é metabolizada por cyp3a4 e cyp2d6; levetiracetam não interfere nessas vias, portanto sem interação farmacocinética. magnitude do efeito sedativo é moderada, mas pode ser grave em pacientes com apneia do sono ou uso de álcool.. A conduta recomendada é: iniciar oxicodona na menor dose (2,5-5 mg vo a cada 4-6h). preferir formulações de liberação imediata inicialmente. evitar em pacientes com tfg <30 ml/min (acúmulo de metabólitos). orientar paciente a não ingerir álcool. se sedação for limitante, reduzir dose de levetiracetam ou trocar para analgésico não opioide..
Qual o risco de Levetiracetam com Oxicodona?
O risco da associação Levetiracetam + Oxicodona é classificado como MODERADA. Sedação, tontura, depressão respiratória, constipação, náusea, risco de quedas, dependência. Monitorar: fr, spo2, escala de sedação. avaliar função renal periodicamente. monitorar sinais de abuso (comportamento de busca de droga, uso de doses maiores que prescrito)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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