Levetiracetam + Mirtazapina
⚠O que acontece
Sedação diurna, ganho de peso (sinérgico?), boca seca, tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em associação com opioides ou álcool.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: levetiracetam induz sedação leve a moderada; mirtazapina é potente antagonista H1 (Ki ~1 nM) em doses ≤15 mg, causando sedação intensa. Em doses >30 mg, o efeito noradrenérgico (antagonismo alfa-2) contrabalança parcialmente a sedação. A combinação resulta em sonolência aditiva, especialmente no início do tratamento ou em doses baixas de mirtazapina.
📋Conduta Clinica
Iniciar mirtazapina com 7,5-15 mg à noite. Se sedação for excessiva, paradoxalmente aumentar para 30 mg (menos sedativa) ou dividir dose do levetiracetam (manhã/tarde). Evitar coadministração noturna de doses altas de levetiracetam. Orientar sobre aumento de apetite e risco de ganho de peso. Em idosos, iniciar mirtazapina com 7,5 mg.
🔍O que monitorar
Monitorar peso e IMC mensalmente (risco de ganho >5% do peso basal). Avaliar sedação com escala de Epworth nas primeiras 2 semanas. Checar glicemia e perfil lipídico a cada 3-6 meses (mirtazapina pode alterar). Em pacientes com risco de queda, aplicar teste Timed Up and Go.
↺Alternativas
Se sedação ou ganho de peso forem inaceitáveis, considerar ISRS (sertralina, escitalopram) ou bupropiona (se epilepsia controlada). Para insônia, melatonina ou agonistas melatoninérgicos.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Drugs & Aging 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Levetiracetam com Mirtazapina?
A combinação de Levetiracetam com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação diurna, ganho de peso (sinérgico?), boca seca, tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em associação com opioides ou álcool. Iniciar mirtazapina com 7,5-15 mg à noite. Se sedação for excessiva, paradoxalmente aumentar para 30 mg (menos sedativa) ou dividir dose do levetiracetam (manhã/tarde). Evitar coadministração noturna de doses altas de levetiracetam. Orientar sobre aumento de apetite e risco de ganho de peso. Em idosos, iniciar mirtazapina com 7,5 mg.
Levetiracetam e Mirtazapina interagem?
Sim, Levetiracetam e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: levetiracetam induz sedação leve a moderada; mirtazapina é potente antagonista h1 (ki ~1 nm) em doses ≤15 mg, causando sedação intensa. em doses >30 mg, o efeito noradrenérgico (antagonismo alfa-2) contrabalança parcialmente a sedação. a combinação resulta em sonolência aditiva, especialmente no início do tratamento ou em doses baixas de mirtazapina.. A conduta recomendada é: iniciar mirtazapina com 7,5-15 mg à noite. se sedação for excessiva, paradoxalmente aumentar para 30 mg (menos sedativa) ou dividir dose do levetiracetam (manhã/tarde). evitar coadministração noturna de doses altas de levetiracetam. orientar sobre aumento de apetite e risco de ganho de peso. em idosos, iniciar mirtazapina com 7,5 mg..
Qual o risco de Levetiracetam com Mirtazapina?
O risco da associação Levetiracetam + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Sedação diurna, ganho de peso (sinérgico?), boca seca, tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em associação com opioides ou álcool. Monitorar: monitorar peso e imc mensalmente (risco de ganho >5% do peso basal). avaliar sedação com escala de epworth nas primeiras 2 semanas. checar glicemia e perfil lipídico a cada 3-6 meses (mirtazapina pode alterar). em pacientes com risco de queda, aplicar teste timed up and go..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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