Levetiracetam + Metadona
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória (risco de morte por overdose), tontura, constipação, sudorese, prolongamento QTc (risco de Torsades de Pointes), síndrome serotoninérgica (raro).
⚙Mecanismo
Sinergismo farmacodinâmico complexo: metadona é agonista opioide μ, antagonista NMDA e inibidor de recaptação de serotonina/noradrenalina. Causa sedação, depressão respiratória e prolongamento do intervalo QTc. Levetiracetam adiciona sonolência e pode ter efeitos serotoninérgicos leves. A combinação aumenta risco de sedação profunda e, raramente, síndrome serotoninérgica. Metadona é metabolizada por CYP3A4, 2B6, 2C19; levetiracetam não interfere. Magnitude: moderada, mas potencialmente grave devido ao acúmulo de metadona (meia-vida longa e variável).
📋Conduta Clinica
Metadona deve ser prescrita apenas por médicos experientes. Iniciar com 2,5-5 mg a cada 8-12h e titular lentamente (a cada 3-5 dias). Realizar ECG basal e após cada aumento de dose (monitorar QTc). Evitar outros serotoninérgicos. Orientar paciente sobre risco de sedação acumulativa (pico de efeito sedativo pode ocorrer 3-5 dias após ajuste de dose). Ter naloxona disponível.
🔍O que monitorar
FR, SpO2, escala de sedação. ECG seriado (QTc <450 ms em homens, <470 ms em mulheres). Sinais de síndrome serotoninérgica. Avaliar função hepática (metadona pode causar hepatotoxicidade leve).
↺Alternativas
Para dor crônica: considerar buprenorfina (menor risco de QTc e depressão respiratória) ou morfina de liberação prolongada. Para dependência de opioides: buprenorfina/naloxona é preferível à metadona em muitos casos.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; American Pain Society Guidelines; bula metadona (Black Box Warning: QTc prolongation, respiratory depression)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Levetiracetam com Metadona?
A combinação de Levetiracetam com Metadona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, depressão respiratória (risco de morte por overdose), tontura, constipação, sudorese, prolongamento QTc (risco de Torsades de Pointes), síndrome serotoninérgica (raro). Metadona deve ser prescrita apenas por médicos experientes. Iniciar com 2,5-5 mg a cada 8-12h e titular lentamente (a cada 3-5 dias). Realizar ECG basal e após cada aumento de dose (monitorar QTc). Evitar outros serotoninérgicos. Orientar paciente sobre risco de sedação acumulativa (pico de efeito sedativo pode ocorrer 3-5 dias após ajuste de dose). Ter naloxona disponível.
Levetiracetam e Metadona interagem?
Sim, Levetiracetam e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sinergismo farmacodinâmico complexo: metadona é agonista opioide μ, antagonista nmda e inibidor de recaptação de serotonina/noradrenalina. causa sedação, depressão respiratória e prolongamento do intervalo qtc. levetiracetam adiciona sonolência e pode ter efeitos serotoninérgicos leves. a combinação aumenta risco de sedação profunda e, raramente, síndrome serotoninérgica. metadona é metabolizada por cyp3a4, 2b6, 2c19; levetiracetam não interfere. magnitude: moderada, mas potencialmente grave devido ao acúmulo de metadona (meia-vida longa e variável).. A conduta recomendada é: metadona deve ser prescrita apenas por médicos experientes. iniciar com 2,5-5 mg a cada 8-12h e titular lentamente (a cada 3-5 dias). realizar ecg basal e após cada aumento de dose (monitorar qtc). evitar outros serotoninérgicos. orientar paciente sobre risco de sedação acumulativa (pico de efeito sedativo pode ocorrer 3-5 dias após ajuste de dose). ter naloxona disponível..
Qual o risco de Levetiracetam com Metadona?
O risco da associação Levetiracetam + Metadona é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, depressão respiratória (risco de morte por overdose), tontura, constipação, sudorese, prolongamento QTc (risco de Torsades de Pointes), síndrome serotoninérgica (raro). Monitorar: fr, spo2, escala de sedação. ecg seriado (qtc <450 ms em homens, <470 ms em mulheres). sinais de síndrome serotoninérgica. avaliar função hepática (metadona pode causar hepatotoxicidade leve)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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