Lamotrigina + Valproato
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, ataxia, diplopia, risco aumentado de rash cutâneo grave (Stevens-Johnson) devido à elevação rápida dos níveis de lamotrigina. Depressão respiratória possível em altas doses.
⚙Mecanismo
Interação complexa: 1) Farmacocinética: Valproato inibe UGT1A4 e UGT2B7, reduzindo a depuração da lamotrigina em ~50% e dobrando sua meia-vida (de 24h para ~48h). Isso aumenta significativamente os níveis plasmáticos de lamotrigina, potencializando seus efeitos adversos dose-dependentes (incluindo sedação e rash). 2) Farmacodinâmica: Ambos aumentam GABA (valproato inibe GABA transaminase; lamotrigina pode ter efeito indireto), resultando em sinergismo sedativo e anticonvulsivante. Magnitude do efeito: aumento de 2-3x na AUC da lamotrigina.
📋Conduta Clinica
Ao adicionar valproato à lamotrigina: reduzir dose da lamotrigina em 50% (ex: se estava em 200 mg/dia, reduzir para 100 mg/dia) e titular lentamente. Ao adicionar lamotrigina ao valproato: iniciar lamotrigina com 25 mg em dias alternados por 2 semanas, depois 25 mg/dia por 2 semanas, com aumentos graduais. Monitorar níveis plasmáticos de lamotrigina (alvo: 2.5-15 mg/L).
🔍O que monitorar
Níveis plasmáticos de lamotrigina (basal e após 2 semanas de ajuste), sinais de rash cutâneo (especialmente nos primeiros 2 meses), escala de sedação, função hepática (valproato). SpO2 se fatores de risco.
↺Alternativas
Substituir valproato por outro estabilizador de humor sem interação farmacocinética (ex: lítio, carbamazepina - esta última reduz níveis de lamotrigina, exigindo ajuste inverso).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Micromedex; Epilepsia 2020; 61(Suppl 1):S1-S10
Perguntas Frequentes
Pode tomar Lamotrigina com Valproato?
A combinação de Lamotrigina com Valproato apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, ataxia, diplopia, risco aumentado de rash cutâneo grave (Stevens-Johnson) devido à elevação rápida dos níveis de lamotrigina. Depressão respiratória possível em altas doses. Ao adicionar valproato à lamotrigina: reduzir dose da lamotrigina em 50% (ex: se estava em 200 mg/dia, reduzir para 100 mg/dia) e titular lentamente. Ao adicionar lamotrigina ao valproato: iniciar lamotrigina com 25 mg em dias alternados por 2 semanas, depois 25 mg/dia por 2 semanas, com aumentos graduais. Monitorar níveis plasmáticos de lamotrigina (alvo: 2.5-15 mg/L).
Lamotrigina e Valproato interagem?
Sim, Lamotrigina e Valproato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação complexa: 1) farmacocinética: valproato inibe ugt1a4 e ugt2b7, reduzindo a depuração da lamotrigina em ~50% e dobrando sua meia-vida (de 24h para ~48h). isso aumenta significativamente os níveis plasmáticos de lamotrigina, potencializando seus efeitos adversos dose-dependentes (incluindo sedação e rash). 2) farmacodinâmica: ambos aumentam gaba (valproato inibe gaba transaminase; lamotrigina pode ter efeito indireto), resultando em sinergismo sedativo e anticonvulsivante. magnitude do efeito: aumento de 2-3x na auc da lamotrigina.. A conduta recomendada é: ao adicionar valproato à lamotrigina: reduzir dose da lamotrigina em 50% (ex: se estava em 200 mg/dia, reduzir para 100 mg/dia) e titular lentamente. ao adicionar lamotrigina ao valproato: iniciar lamotrigina com 25 mg em dias alternados por 2 semanas, depois 25 mg/dia por 2 semanas, com aumentos graduais. monitorar níveis plasmáticos de lamotrigina (alvo: 2.5-15 mg/l)..
Qual o risco de Lamotrigina com Valproato?
O risco da associação Lamotrigina + Valproato é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, ataxia, diplopia, risco aumentado de rash cutâneo grave (Stevens-Johnson) devido à elevação rápida dos níveis de lamotrigina. Depressão respiratória possível em altas doses. Monitorar: níveis plasmáticos de lamotrigina (basal e após 2 semanas de ajuste), sinais de rash cutâneo (especialmente nos primeiros 2 meses), escala de sedação, função hepática (valproato). spo2 se fatores de risco..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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