Lamotrigina + Trazodona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas em idosos. Depressão respiratória clinicamente significativa é rara em doses terapêuticas, mas possível em superdosagem ou pacientes com comorbidades respiratórias.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC: Lamotrigina atua estabilizando canais de sódio e inibindo liberação de glutamato, com leve efeito sedativo dose-dependente. Trazodona é antagonista de 5-HT2A e H1, com forte efeito sedativo mediado por bloqueio histaminérgico (Ki H1 ~ 2 nM). A combinação potencializa sedação por vias complementares (glutamatérgica + histaminérgica/serotoninérgica). Não há interação farmacocinética significativa (CYP envolvidas: lamotrigina via UGT1A4, trazodona via CYP3A4, sem inibição/indução mútua relevante). Magnitude do efeito: aditivo, com aumento de 2-3x na sedação subjetiva em estudos de farmacovigilância.

📋Conduta Clinica

Iniciar com doses baixas (ex: lamotrigina 25 mg/dia, titulando lentamente; trazodona 25-50 mg à noite). Evitar aumento simultâneo de doses. Orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas até adaptação. Em idosos, considerar reduzir dose da trazodona em 50%. Se sedação excessiva, reduzir trazodona primeiro (principal contribuinte sedativo).

🔍O que monitorar

Avaliar nível de sedação (escala de Epworth), função cognitiva (Mini-Exame do Estado Mental em idosos), risco de quedas (Timed Up and Go). SpO2 apenas se suspeita de apneia do sono ou DPOC. FR em pacientes com fatores de risco respiratório.

Alternativas

Substituir trazodona por agente não sedativo (ex: bupropiona, ISRS como sertralina) se indicação for depressão. Para insônia, considerar melatonina ou terapia cognitivo-comportamental.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Micromedex

Perguntas Frequentes

Pode tomar Lamotrigina com Trazodona?

A combinação de Lamotrigina com Trazodona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas em idosos. Depressão respiratória clinicamente significativa é rara em doses terapêuticas, mas possível em superdosagem ou pacientes com comorbidades respiratórias. Iniciar com doses baixas (ex: lamotrigina 25 mg/dia, titulando lentamente; trazodona 25-50 mg à noite). Evitar aumento simultâneo de doses. Orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas até adaptação. Em idosos, considerar reduzir dose da trazodona em 50%. Se sedação excessiva, reduzir trazodona primeiro (principal contribuinte sedativo).

Lamotrigina e Trazodona interagem?

Sim, Lamotrigina e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: lamotrigina atua estabilizando canais de sódio e inibindo liberação de glutamato, com leve efeito sedativo dose-dependente. trazodona é antagonista de 5-ht2a e h1, com forte efeito sedativo mediado por bloqueio histaminérgico (ki h1 ~ 2 nm). a combinação potencializa sedação por vias complementares (glutamatérgica + histaminérgica/serotoninérgica). não há interação farmacocinética significativa (cyp envolvidas: lamotrigina via ugt1a4, trazodona via cyp3a4, sem inibição/indução mútua relevante). magnitude do efeito: aditivo, com aumento de 2-3x na sedação subjetiva em estudos de farmacovigilância.. A conduta recomendada é: iniciar com doses baixas (ex: lamotrigina 25 mg/dia, titulando lentamente; trazodona 25-50 mg à noite). evitar aumento simultâneo de doses. orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas até adaptação. em idosos, considerar reduzir dose da trazodona em 50%. se sedação excessiva, reduzir trazodona primeiro (principal contribuinte sedativo)..

Qual o risco de Lamotrigina com Trazodona?

O risco da associação Lamotrigina + Trazodona é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas em idosos. Depressão respiratória clinicamente significativa é rara em doses terapêuticas, mas possível em superdosagem ou pacientes com comorbidades respiratórias. Monitorar: avaliar nível de sedação (escala de epworth), função cognitiva (mini-exame do estado mental em idosos), risco de quedas (timed up and go). spo2 apenas se suspeita de apneia do sono ou dpoc. fr em pacientes com fatores de risco respiratório..

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Atualizado em junho/2026

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