Lamotrigina + Tramadol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória leve-moderada, tontura, comprometimento cognitivo e risco de quedas.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica aditiva. Lamotrigina reduz excitabilidade neuronal via canais de sódio; tramadol inibe recaptação de serotonina/norepinefrina e ativa receptores μ-opioides, causando sedação e depressão respiratória. Risco adicional de redução do limiar convulsivo.
📋Conduta Clinica
Limitar tramadol a 50-100 mg/dia em doses fracionadas. Manter lamotrigina em dose mínima. Evitar associação em idosos ou pacientes com doença respiratória.
🔍O que monitorar
FR, SpO2 e sedação a cada 4 h nas primeiras 24-48 h. Vigilância de sinais de convulsão ou síndrome serotoninérgica. Retorno ambulatorial em 48-72 h.
↺Alternativas
Preferir paracetamol ou dipirona para dor; ou opioide com menor risco de convulsão (ex.: morfina em baixa dose).
📚Referências
FDA labels, Lexicomp, UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Lamotrigina com Tramadol?
A combinação de Lamotrigina com Tramadol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, depressão respiratória leve-moderada, tontura, comprometimento cognitivo e risco de quedas. Limitar tramadol a 50-100 mg/dia em doses fracionadas. Manter lamotrigina em dose mínima. Evitar associação em idosos ou pacientes com doença respiratória.
Lamotrigina e Tramadol interagem?
Sim, Lamotrigina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica aditiva. lamotrigina reduz excitabilidade neuronal via canais de sódio; tramadol inibe recaptação de serotonina/norepinefrina e ativa receptores μ-opioides, causando sedação e depressão respiratória. risco adicional de redução do limiar convulsivo.. A conduta recomendada é: limitar tramadol a 50-100 mg/dia em doses fracionadas. manter lamotrigina em dose mínima. evitar associação em idosos ou pacientes com doença respiratória..
Qual o risco de Lamotrigina com Tramadol?
O risco da associação Lamotrigina + Tramadol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, depressão respiratória leve-moderada, tontura, comprometimento cognitivo e risco de quedas. Monitorar: fr, spo2 e sedação a cada 4 h nas primeiras 24-48 h. vigilância de sinais de convulsão ou síndrome serotoninérgica. retorno ambulatorial em 48-72 h..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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