Itraconazol + Metadona
⚠O que acontece
Elevação dos níveis de metadona com risco aumentado de depressão respiratória, sedação e prolongamento QTc.
⚙Mecanismo
Itraconazol inibe CYP3A4 (principal via de N-desmetilação da metadona) e também CYP2C19. Aumento de AUC de metadona de ~30–50%. Adicionalmente inibe hERG.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de metadona em 30–50% e realizar ECG basal e após 48–72 h. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (basal + 48–72 h), frequência respiratória, sedação e nível sérico de metadona se disponível.
↺Alternativas
Buprenorfina ou morfina (menor risco QT).
📚Referências
Flockhart; CredibleMeds; estudos clínicos
Perguntas Frequentes
Pode tomar Itraconazol com Metadona?
A combinação de Itraconazol com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Elevação dos níveis de metadona com risco aumentado de depressão respiratória, sedação e prolongamento QTc. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de metadona em 30–50% e realizar ECG basal e após 48–72 h. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL.
Itraconazol e Metadona interagem?
Sim, Itraconazol e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve itraconazol inibe cyp3a4 (principal via de n-desmetilação da metadona) e também cyp2c19. aumento de auc de metadona de ~30–50%. adicionalmente inibe herg.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de metadona em 30–50% e realizar ecg basal e após 48–72 h. manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl..
Qual o risco de Itraconazol com Metadona?
O risco da associação Itraconazol + Metadona é classificado como GRAVE. Elevação dos níveis de metadona com risco aumentado de depressão respiratória, sedação e prolongamento QTc. Monitorar: ecg com qtc (basal + 48–72 h), frequência respiratória, sedação e nível sérico de metadona se disponível..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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