Itraconazol + Dexametasona
⚠O que acontece
Elevação dos níveis de dexametasona com maior risco de efeitos glicocorticoides (hiperglicemia, Cushing iatrogênico, supressão adrenal).
⚙Mecanismo
Itraconazol inibe CYP3A4. Dexametasona é substrato e indutor fraco de CYP3A4. Aumento de AUC de dexametasona em ~2–3× com inibidores fortes.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de dexametasona em 30–50% durante uso de itraconazol. Reavaliar após 5–7 dias. Preferir prednisona (menor dependência de CYP3A4).
🔍O que monitorar
Glicemia capilar 2–3×/dia, sinais de Cushing e função adrenal (cortisol matinal) se uso >7 dias.
↺Alternativas
Prednisona ou metilprednisolona (menor interação).
📚Referências
Flockhart; estudos de interação CYP3A4-corticoides
Perguntas Frequentes
Pode tomar Itraconazol com Dexametasona?
A combinação de Itraconazol com Dexametasona apresenta interação de gravidade moderada. Elevação dos níveis de dexametasona com maior risco de efeitos glicocorticoides (hiperglicemia, Cushing iatrogênico, supressão adrenal). Reduzir dose de dexametasona em 30–50% durante uso de itraconazol. Reavaliar após 5–7 dias. Preferir prednisona (menor dependência de CYP3A4).
Itraconazol e Dexametasona interagem?
Sim, Itraconazol e Dexametasona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve itraconazol inibe cyp3a4. dexametasona é substrato e indutor fraco de cyp3a4. aumento de auc de dexametasona em ~2–3× com inibidores fortes.. A conduta recomendada é: reduzir dose de dexametasona em 30–50% durante uso de itraconazol. reavaliar após 5–7 dias. preferir prednisona (menor dependência de cyp3a4)..
Qual o risco de Itraconazol com Dexametasona?
O risco da associação Itraconazol + Dexametasona é classificado como MODERADA. Elevação dos níveis de dexametasona com maior risco de efeitos glicocorticoides (hiperglicemia, Cushing iatrogênico, supressão adrenal). Monitorar: glicemia capilar 2–3×/dia, sinais de cushing e função adrenal (cortisol matinal) se uso >7 dias..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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