Isoniazida + Risperidona
⚠O que acontece
Aumento leve a moderado dos níveis de risperidona, com potencial para acentuar efeitos adversos dose-dependentes (sedação, hiperprolactinemia, sintomas extrapiramidais). Risco de prolongamento QTc é baixo, mas possível em pacientes suscetíveis.
⚙Mecanismo
Risperidona é metabolizada principalmente por CYP2D6 (cerca de 70%) a 9-hidroxirisperidona (paliperidona, ativa), e secundariamente por CYP3A4 (cerca de 30%). Isoniazida inibe CYP3A4 (IC50 ~ 5-10 μM), mas tem pouco efeito sobre CYP2D6. Em metabolizadores rápidos de CYP2D6, o impacto é mínimo. Em metabolizadores lentos (7-10% da população), a inibição de CYP3A4 pode aumentar a exposição à risperidona em 20-30%.
📋Conduta Clinica
Geralmente não requer ajuste de dose profilático. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Se surgirem sintomas de hiperprolactinemia ou parkinsonismo, reduzir dose de risperidona em 25%.
🔍O que monitorar
Avaliação clínica de efeitos extrapiramidais (escala de Simpson-Angus), prolactina sérica se sintomático. ECG apenas se fatores de risco adicionais para QTc prolongado.
↺Alternativas
Paliperidona (metabólito ativo) não sofre metabolismo hepático significativo, sendo uma alternativa segura.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Risperidona?
A combinação de Isoniazida com Risperidona apresenta interação de gravidade leve. Aumento leve a moderado dos níveis de risperidona, com potencial para acentuar efeitos adversos dose-dependentes (sedação, hiperprolactinemia, sintomas extrapiramidais). Risco de prolongamento QTc é baixo, mas possível em pacientes suscetíveis. Geralmente não requer ajuste de dose profilático. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Se surgirem sintomas de hiperprolactinemia ou parkinsonismo, reduzir dose de risperidona em 25%.
Isoniazida e Risperidona interagem?
Sim, Isoniazida e Risperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve risperidona é metabolizada principalmente por cyp2d6 (cerca de 70%) a 9-hidroxirisperidona (paliperidona, ativa), e secundariamente por cyp3a4 (cerca de 30%). isoniazida inibe cyp3a4 (ic50 ~ 5-10 μm), mas tem pouco efeito sobre cyp2d6. em metabolizadores rápidos de cyp2d6, o impacto é mínimo. em metabolizadores lentos (7-10% da população), a inibição de cyp3a4 pode aumentar a exposição à risperidona em 20-30%.. A conduta recomendada é: geralmente não requer ajuste de dose profilático. monitorar resposta clínica e efeitos adversos. se surgirem sintomas de hiperprolactinemia ou parkinsonismo, reduzir dose de risperidona em 25%..
Qual o risco de Isoniazida com Risperidona?
O risco da associação Isoniazida + Risperidona é classificado como LEVE. Aumento leve a moderado dos níveis de risperidona, com potencial para acentuar efeitos adversos dose-dependentes (sedação, hiperprolactinemia, sintomas extrapiramidais). Risco de prolongamento QTc é baixo, mas possível em pacientes suscetíveis. Monitorar: avaliação clínica de efeitos extrapiramidais (escala de simpson-angus), prolactina sérica se sintomático. ecg apenas se fatores de risco adicionais para qtc prolongado..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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