Isoniazida + Omeprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de omeprazol, potencializando cefaleia, diarreia, e em uso crônico, risco teórico de hiperplasia de células enterocromafins (observado em animais com doses muito altas). Pode aumentar a eficácia antisecretora, mas sem benefício clínico adicional na maioria dos casos.

Mecanismo

Omeprazol é metabolizado principalmente por CYP2C19 (hidroxilação) e CYP3A4 (sulfoxidação). Isoniazida é inibidor moderado de CYP2C19 (Ki ~10-20μM) e CYP3A4. Em metabolizadores rápidos de CYP2C19, a inibição pode aumentar AUC em 50-100%. Em metabolizadores lentos (3-5% caucasianos, 15-20% asiáticos), o efeito é menor, pois a via CYP3A4 torna-se mais importante. O aumento de omeprazol pode levar a hipergastrinemia e efeitos adversos dose-dependentes.

📋Conduta Clinica

A associação pode ser usada com monitorização. Iniciar omeprazol na menor dose eficaz (20mg/dia). Se sintomas de hiperacidez persistirem, aumentar omeprazol com cautela. Em pacientes asiáticos ou com uso prolongado (>1 ano), considerar switch para pantoprazol (menor dependência de CYP2C19).

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (sintomas de DRGE, úlcera). Em uso crônico, dosar gastrina sérica se sintomas sugestivos de hipergastrinemia (diarreia, dor abdominal). Não é necessária dosagem plasmática de rotina.

Alternativas

Alternativas à isoniazida: rifampicina (indutor, pode reduzir eficácia de omeprazol). Alternativas ao omeprazol: pantoprazol (menor interação), esomeprazol (similar ao omeprazol), ou anti-H2 (ranitidina, famotidina) que não interagem com CYP.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Clin Pharmacol Ther 2006;79:103-13 (estudo de interação omeprazol-isoniazida)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Isoniazida com Omeprazol?

A combinação de Isoniazida com Omeprazol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de omeprazol, potencializando cefaleia, diarreia, e em uso crônico, risco teórico de hiperplasia de células enterocromafins (observado em animais com doses muito altas). Pode aumentar a eficácia antisecretora, mas sem benefício clínico adicional na maioria dos casos. A associação pode ser usada com monitorização. Iniciar omeprazol na menor dose eficaz (20mg/dia). Se sintomas de hiperacidez persistirem, aumentar omeprazol com cautela. Em pacientes asiáticos ou com uso prolongado (>1 ano), considerar switch para pantoprazol (menor dependência de CYP2C19).

Isoniazida e Omeprazol interagem?

Sim, Isoniazida e Omeprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve omeprazol é metabolizado principalmente por cyp2c19 (hidroxilação) e cyp3a4 (sulfoxidação). isoniazida é inibidor moderado de cyp2c19 (ki ~10-20μm) e cyp3a4. em metabolizadores rápidos de cyp2c19, a inibição pode aumentar auc em 50-100%. em metabolizadores lentos (3-5% caucasianos, 15-20% asiáticos), o efeito é menor, pois a via cyp3a4 torna-se mais importante. o aumento de omeprazol pode levar a hipergastrinemia e efeitos adversos dose-dependentes.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com monitorização. iniciar omeprazol na menor dose eficaz (20mg/dia). se sintomas de hiperacidez persistirem, aumentar omeprazol com cautela. em pacientes asiáticos ou com uso prolongado (>1 ano), considerar switch para pantoprazol (menor dependência de cyp2c19)..

Qual o risco de Isoniazida com Omeprazol?

O risco da associação Isoniazida + Omeprazol é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de omeprazol, potencializando cefaleia, diarreia, e em uso crônico, risco teórico de hiperplasia de células enterocromafins (observado em animais com doses muito altas). Pode aumentar a eficácia antisecretora, mas sem benefício clínico adicional na maioria dos casos. Monitorar: monitorar resposta clínica (sintomas de drge, úlcera). em uso crônico, dosar gastrina sérica se sintomas sugestivos de hipergastrinemia (diarreia, dor abdominal). não é necessária dosagem plasmática de rotina..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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