Isoniazida + Midazolam
⚠O que acontece
Potencialização de sedação, depressão respiratória e efeitos adversos dose-dependentes do midazolam.
⚙Mecanismo
Isoniazida é inibidora moderada mechanism-based de CYP3A4 (reduz clearance de midazolam, substrato sensível). Aumento esperado de AUC de midazolam em ~30-80% dependendo da dose de INH.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose inicial de midazolam em 25-50% (ex: 1-2 mg IV em vez de 2-4 mg). Titular lentamente e reavaliar a cada 5-10 min.
🔍O que monitorar
Escala de sedação (Ramsay ou RASS), frequência respiratória, SpO2 e tempo de resposta a estímulos a cada 15-30 min nas primeiras 2 h.
↺Alternativas
Lorazepam ou diazepam (metabolismo menos dependente de CYP3A4) ou propofol em ambiente controlado.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; estudo clínico de interação INH-midazolam
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Midazolam?
A combinação de Isoniazida com Midazolam apresenta interação de gravidade moderada. Potencialização de sedação, depressão respiratória e efeitos adversos dose-dependentes do midazolam. Reduzir dose inicial de midazolam em 25-50% (ex: 1-2 mg IV em vez de 2-4 mg). Titular lentamente e reavaliar a cada 5-10 min.
Isoniazida e Midazolam interagem?
Sim, Isoniazida e Midazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida é inibidora moderada mechanism-based de cyp3a4 (reduz clearance de midazolam, substrato sensível). aumento esperado de auc de midazolam em ~30-80% dependendo da dose de inh.. A conduta recomendada é: reduzir dose inicial de midazolam em 25-50% (ex: 1-2 mg iv em vez de 2-4 mg). titular lentamente e reavaliar a cada 5-10 min..
Qual o risco de Isoniazida com Midazolam?
O risco da associação Isoniazida + Midazolam é classificado como MODERADA. Potencialização de sedação, depressão respiratória e efeitos adversos dose-dependentes do midazolam. Monitorar: escala de sedação (ramsay ou rass), frequência respiratória, spo2 e tempo de resposta a estímulos a cada 15-30 min nas primeiras 2 h..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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