Isoniazida + Clomipramina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de clomipramina, com risco de cardiotoxicidade (QTc prolongado, torsades), sedação, hipotensão e efeitos anticolinérgicos graves. Risco de convulsões em doses elevadas.
⚙Mecanismo
Isoniazida inibe CYP2C19 moderadamente (IC50 ~5μM), enzima que metaboliza clomipramina (Km ~12μM). A inibição pode aumentar a AUC em 50-100%. A clomipramina também é substrato de CYP2D6 (não inibida).
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se inevitável, reduzir clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (faixa: 150-300 ng/mL). Iniciar com 25 mg/dia e titular sob supervisão.
🔍O que monitorar
ECG basal e semanal (QTc <450 ms). Nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina após 1-2 semanas. Avaliar sinais de toxicidade anticolinérgica e neurológica.
↺Alternativas
Alternativas à isoniazida: rifampicina. Alternativas à clomipramina: ISRS (sertralina, escitalopram) ou terapia cognitivo-comportamental para TOC.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos de interação com inibidores de CYP2C19 e tricíclicos
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Clomipramina?
A combinação de Isoniazida com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de clomipramina, com risco de cardiotoxicidade (QTc prolongado, torsades), sedação, hipotensão e efeitos anticolinérgicos graves. Risco de convulsões em doses elevadas. Evitar associação. Se inevitável, reduzir clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (faixa: 150-300 ng/mL). Iniciar com 25 mg/dia e titular sob supervisão.
Isoniazida e Clomipramina interagem?
Sim, Isoniazida e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida inibe cyp2c19 moderadamente (ic50 ~5μm), enzima que metaboliza clomipramina (km ~12μm). a inibição pode aumentar a auc em 50-100%. a clomipramina também é substrato de cyp2d6 (não inibida).. A conduta recomendada é: evitar associação. se inevitável, reduzir clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (faixa: 150-300 ng/ml). iniciar com 25 mg/dia e titular sob supervisão..
Qual o risco de Isoniazida com Clomipramina?
O risco da associação Isoniazida + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de clomipramina, com risco de cardiotoxicidade (QTc prolongado, torsades), sedação, hipotensão e efeitos anticolinérgicos graves. Risco de convulsões em doses elevadas. Monitorar: ecg basal e semanal (qtc <450 ms). nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina após 1-2 semanas. avaliar sinais de toxicidade anticolinérgica e neurológica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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