Imatinibe + Metadona
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis plasmáticos de metadona, com risco de depressão respiratória, sedação excessiva e prolongamento do intervalo QTc, podendo evoluir para torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Imatinibe é inibidor competitivo moderado a potente da CYP2D6 (Ki ~ 7.5 μM) e CYP3A4 (Ki ~ 8 μM), principais vias de metabolismo da metadona (CYP2D6 contribui com ~20-30%, CYP3A4 com ~30-40% do clearance). A inibição dual pode aumentar a AUC da metadona em 30-50%, elevando o risco de toxicidade. Adicionalmente, imatinibe inibe fracamente a CYP2B6 (via menor da metadona).
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose da metadona em 30-50% no início da coadministração. Titular dose da metadona conforme resposta clínica e níveis séricos. Reavaliar dose da metadona ao descontinuar imatinibe.
🔍O que monitorar
Monitorar nível sérico de metadona (alvo: 100-400 ng/mL para analgesia, 400-600 ng/mL para manutenção de dependência). Realizar ECG basal e semanal no primeiro mês para QTc (manter <500 ms ou Δ<60 ms). Monitorar eletrólitos (K+ >4.0 mEq/L, Mg2+ >2.0 mg/dL). Avaliar sedação, depressão respiratória e constipação.
↺Alternativas
Considerar inibidor de tirosina quinase com menor potencial inibitório sobre CYP2D6/3A4, como dasatinibe ou nilotinibe, ou ajustar terapia analgésica para opioide não metabolizado por essas vias (ex: morfina, hidromorfona).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Drug Metab Dispos 2005;33(5):623-30
Perguntas Frequentes
Pode tomar Imatinibe com Metadona?
A combinação de Imatinibe com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de metadona, com risco de depressão respiratória, sedação excessiva e prolongamento do intervalo QTc, podendo evoluir para torsades de pointes. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir dose da metadona em 30-50% no início da coadministração. Titular dose da metadona conforme resposta clínica e níveis séricos. Reavaliar dose da metadona ao descontinuar imatinibe.
Imatinibe e Metadona interagem?
Sim, Imatinibe e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve imatinibe é inibidor competitivo moderado a potente da cyp2d6 (ki ~ 7.5 μm) e cyp3a4 (ki ~ 8 μm), principais vias de metabolismo da metadona (cyp2d6 contribui com ~20-30%, cyp3a4 com ~30-40% do clearance). a inibição dual pode aumentar a auc da metadona em 30-50%, elevando o risco de toxicidade. adicionalmente, imatinibe inibe fracamente a cyp2b6 (via menor da metadona).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: reduzir dose da metadona em 30-50% no início da coadministração. titular dose da metadona conforme resposta clínica e níveis séricos. reavaliar dose da metadona ao descontinuar imatinibe..
Qual o risco de Imatinibe com Metadona?
O risco da associação Imatinibe + Metadona é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de metadona, com risco de depressão respiratória, sedação excessiva e prolongamento do intervalo QTc, podendo evoluir para torsades de pointes. Monitorar: monitorar nível sérico de metadona (alvo: 100-400 ng/ml para analgesia, 400-600 ng/ml para manutenção de dependência). realizar ecg basal e semanal no primeiro mês para qtc (manter <500 ms ou δ<60 ms). monitorar eletrólitos (k+ >4.0 meq/l, mg2+ >2.0 mg/dl). avaliar sedação, depressão respiratória e constipação..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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