Imatinibe + Glibenclamida

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis plasmáticos de glibenclamida, com risco de hipoglicemia sintomática (tremores, sudorese, confusão, coma) e necessidade de intervenção com glicose.

Mecanismo

Imatinibe é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~ 8 μM), principal via de metabolismo da glibenclamida (>80% do clearance). A inibição pode aumentar a AUC da glibenclamida em 50-100%, elevando o risco de hipoglicemia grave e prolongada.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose da glibenclamida em 50% no início da coadministração. Monitorar glicemia capilar rigorosamente (pré-prandial e ao deitar). Ajustar dose conforme resposta glicêmica. Reavaliar ao descontinuar imatinibe.

🔍O que monitorar

Glicemia capilar 4x/dia inicialmente. Hemoglobina glicada (HbA1c) a cada 2-3 meses. Sintomas de hipoglicemia. Função renal (creatinina) pois glibenclamida tem metabólitos ativos excretados via renal.

Alternativas

Considerar substituir glibenclamida por insulina ou por antidiabético oral não metabolizado por CYP2C9 (ex: metformina, inibidores de DPP-4 como sitagliptina). Se necessário manter sulfonilureia, optar por glimepirida (menor dependência de CYP2C9).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Clin Pharmacol Ther 2006;80(3):246-54

Perguntas Frequentes

Pode tomar Imatinibe com Glibenclamida?

A combinação de Imatinibe com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de glibenclamida, com risco de hipoglicemia sintomática (tremores, sudorese, confusão, coma) e necessidade de intervenção com glicose. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose da glibenclamida em 50% no início da coadministração. Monitorar glicemia capilar rigorosamente (pré-prandial e ao deitar). Ajustar dose conforme resposta glicêmica. Reavaliar ao descontinuar imatinibe.

Imatinibe e Glibenclamida interagem?

Sim, Imatinibe e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve imatinibe é inibidor moderado da cyp2c9 (ki ~ 8 μm), principal via de metabolismo da glibenclamida (>80% do clearance). a inibição pode aumentar a auc da glibenclamida em 50-100%, elevando o risco de hipoglicemia grave e prolongada.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose da glibenclamida em 50% no início da coadministração. monitorar glicemia capilar rigorosamente (pré-prandial e ao deitar). ajustar dose conforme resposta glicêmica. reavaliar ao descontinuar imatinibe..

Qual o risco de Imatinibe com Glibenclamida?

O risco da associação Imatinibe + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de glibenclamida, com risco de hipoglicemia sintomática (tremores, sudorese, confusão, coma) e necessidade de intervenção com glicose. Monitorar: glicemia capilar 4x/dia inicialmente. hemoglobina glicada (hba1c) a cada 2-3 meses. sintomas de hipoglicemia. função renal (creatinina) pois glibenclamida tem metabólitos ativos excretados via renal..

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Atualizado em junho/2026

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