Imatinibe + Fenitoína
⚠O que acontece
Falha terapêutica do imatinibe (progressão da leucemia) devido à indução enzimática. Aumento dos níveis de fenitoína com risco de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, confusão), hepatotoxicidade e rash cutâneo. Relatos de caso de perda de resposta ao imatinibe com fenitoína.
⚙Mecanismo
Interação bidirecional. A fenitoína é um indutor potente da CYP3A4, CYP2C9 e CYP2C19. O imatinibe é metabolizado pela CYP3A4 (~70%) e CYP2C8 (~20%). A fenitoína pode reduzir os níveis de imatinibe em 50-80%, levando à perda de eficácia. O imatinibe é um inibidor moderado da CYP2C9 (IC50 ~5-10 μM) e fraco da CYP3A4. A fenitoína é metabolizada principalmente pela CYP2C9 (~80%) e CYP2C19 (~10-20%). A inibição da CYP2C9 pelo imatinibe pode aumentar a AUC da fenitoína em 50-100%, elevando o risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, depressão do SNC). O efeito indutor da fenitoína sobre o imatinibe é clinicamente mais significativo.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável: monitorar níveis plasmáticos de imatinibe (alvo: >1000 ng/mL) e fenitoína (alvo: 10-20 mg/L). Aumentar dose de imatinibe em 50-100% guiado por TDM. Reduzir fenitoína em 25-50% se sinais de toxicidade. Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lacosamida) ou trocar imatinibe por nilotinibe (menor interação).
🔍O que monitorar
Monitorar níveis séricos de imatinibe e fenitoína semanalmente no primeiro mês, depois mensalmente. Avaliar resposta molecular (BCR-ABL). Monitorar função hepática (TGO/TGP, albumina) e hemograma. Observar sinais de toxicidade por fenitoína (nistagmo, marcha atáxica, fala arrastada).
↺Alternativas
Substituir fenitoína por levetiracetam, lacosamida ou valproato (este com cautela, ver interação imatinibe-valproato). Alternativamente, trocar imatinibe por nilotinibe ou dasatinibe.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Epilepsia. 2006;47(7):1228-1235; Drug Metab Dispos. 2008;36(9):1825-1832
Perguntas Frequentes
Pode tomar Imatinibe com Fenitoína?
A combinação de Imatinibe com Fenitoína apresenta interação de gravidade grave. Falha terapêutica do imatinibe (progressão da leucemia) devido à indução enzimática. Aumento dos níveis de fenitoína com risco de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, confusão), hepatotoxicidade e rash cutâneo. Relatos de caso de perda de resposta ao imatinibe com fenitoína. Evitar a associação. Se indispensável: monitorar níveis plasmáticos de imatinibe (alvo: >1000 ng/mL) e fenitoína (alvo: 10-20 mg/L). Aumentar dose de imatinibe em 50-100% guiado por TDM. Reduzir fenitoína em 25-50% se sinais de toxicidade. Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lacosamida) ou trocar imatinibe por nilotinibe (menor interação).
Imatinibe e Fenitoína interagem?
Sim, Imatinibe e Fenitoína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional. a fenitoína é um indutor potente da cyp3a4, cyp2c9 e cyp2c19. o imatinibe é metabolizado pela cyp3a4 (~70%) e cyp2c8 (~20%). a fenitoína pode reduzir os níveis de imatinibe em 50-80%, levando à perda de eficácia. o imatinibe é um inibidor moderado da cyp2c9 (ic50 ~5-10 μm) e fraco da cyp3a4. a fenitoína é metabolizada principalmente pela cyp2c9 (~80%) e cyp2c19 (~10-20%). a inibição da cyp2c9 pelo imatinibe pode aumentar a auc da fenitoína em 50-100%, elevando o risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, depressão do snc). o efeito indutor da fenitoína sobre o imatinibe é clinicamente mais significativo.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: monitorar níveis plasmáticos de imatinibe (alvo: >1000 ng/ml) e fenitoína (alvo: 10-20 mg/l). aumentar dose de imatinibe em 50-100% guiado por tdm. reduzir fenitoína em 25-50% se sinais de toxicidade. substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lacosamida) ou trocar imatinibe por nilotinibe (menor interação)..
Qual o risco de Imatinibe com Fenitoína?
O risco da associação Imatinibe + Fenitoína é classificado como GRAVE. Falha terapêutica do imatinibe (progressão da leucemia) devido à indução enzimática. Aumento dos níveis de fenitoína com risco de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, confusão), hepatotoxicidade e rash cutâneo. Relatos de caso de perda de resposta ao imatinibe com fenitoína. Monitorar: monitorar níveis séricos de imatinibe e fenitoína semanalmente no primeiro mês, depois mensalmente. avaliar resposta molecular (bcr-abl). monitorar função hepática (tgo/tgp, albumina) e hemograma. observar sinais de toxicidade por fenitoína (nistagmo, marcha atáxica, fala arrastada)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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