Imatinibe + Colchicina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de colchicina, com risco de toxicidade grave: mielossupressão (pancitopenia), rabdomiólise, neuropatia, falência múltipla de órgãos e morte. Os sintomas iniciais incluem náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.
⚙Mecanismo
Colchicina é substrato do CYP3A4 (metabolismo hepático) e da P-glicoproteína (eliminação intestinal e renal). Imatinibe inibe potentemente CYP3A4 (Ki ≈ 0,5-2 μM) e P-gp, resultando em aumento significativo da exposição à colchicina. A colchicina tem índice terapêutico extremamente estreito, e a inibição dupla pode levar a acúmulo tóxico, especialmente em pacientes com insuficiência renal ou hepática. Casos de fatalidade por toxicidade à colchicina foram relatados com inibidores potentes de CYP3A4/P-gp (ex.: claritromicina).
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se o uso concomitante for absolutamente necessário (ex.: tratamento de gota aguda ou febre familiar do Mediterrâneo), reduzir a dose de colchicina em 50-75% e monitorar rigorosamente. Para gota aguda: dose máxima de 0,6 mg uma vez ao dia (em vez de 1,2 mg seguido de 0,6 mg 1 hora depois). Para profilaxia: 0,3 mg em dias alternados (em vez de 0,6 mg/dia). Suspender colchicina imediatamente se surgirem sintomas gastrointestinais ou mialgia.
🔍O que monitorar
Hemograma completo (basal e semanalmente no primeiro mês); função renal (creatinina, ureia) e hepática (ALT, AST) basal e semanalmente; CPK se mialgia; sinais de toxicidade gastrointestinal e neuromuscular.
↺Alternativas
Substituir colchicina por um AINE (ex.: naproxeno) ou corticoide para gota aguda, se não houver contraindicação. Para profilaxia de gota, considerar alopurinol ou febuxostat. Se imatinibe for essencial, evitar colchicina completamente.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Colchicina Label (Black Box Warning para interações com inibidores de CYP3A4/P-gp); Relatos de caso de fatalidade com claritromicina e colchicina; Diretrizes de ajuste de dose do fabricante.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Imatinibe com Colchicina?
A combinação de Imatinibe com Colchicina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de colchicina, com risco de toxicidade grave: mielossupressão (pancitopenia), rabdomiólise, neuropatia, falência múltipla de órgãos e morte. Os sintomas iniciais incluem náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Evitar a associação. Se o uso concomitante for absolutamente necessário (ex.: tratamento de gota aguda ou febre familiar do Mediterrâneo), reduzir a dose de colchicina em 50-75% e monitorar rigorosamente. Para gota aguda: dose máxima de 0,6 mg uma vez ao dia (em vez de 1,2 mg seguido de 0,6 mg 1 hora depois). Para profilaxia: 0,3 mg em dias alternados (em vez de 0,6 mg/dia). Suspender colchicina imediatamente se surgirem sintomas gastrointestinais ou mialgia.
Imatinibe e Colchicina interagem?
Sim, Imatinibe e Colchicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve colchicina é substrato do cyp3a4 (metabolismo hepático) e da p-glicoproteína (eliminação intestinal e renal). imatinibe inibe potentemente cyp3a4 (ki ≈ 0,5-2 μm) e p-gp, resultando em aumento significativo da exposição à colchicina. a colchicina tem índice terapêutico extremamente estreito, e a inibição dupla pode levar a acúmulo tóxico, especialmente em pacientes com insuficiência renal ou hepática. casos de fatalidade por toxicidade à colchicina foram relatados com inibidores potentes de cyp3a4/p-gp (ex.: claritromicina).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se o uso concomitante for absolutamente necessário (ex.: tratamento de gota aguda ou febre familiar do mediterrâneo), reduzir a dose de colchicina em 50-75% e monitorar rigorosamente. para gota aguda: dose máxima de 0,6 mg uma vez ao dia (em vez de 1,2 mg seguido de 0,6 mg 1 hora depois). para profilaxia: 0,3 mg em dias alternados (em vez de 0,6 mg/dia). suspender colchicina imediatamente se surgirem sintomas gastrointestinais ou mialgia..
Qual o risco de Imatinibe com Colchicina?
O risco da associação Imatinibe + Colchicina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de colchicina, com risco de toxicidade grave: mielossupressão (pancitopenia), rabdomiólise, neuropatia, falência múltipla de órgãos e morte. Os sintomas iniciais incluem náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Monitorar: hemograma completo (basal e semanalmente no primeiro mês); função renal (creatinina, ureia) e hepática (alt, ast) basal e semanalmente; cpk se mialgia; sinais de toxicidade gastrointestinal e neuromuscular..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 e P-gp. Colchicina é substrato duplo com índice terapêutico estreito. Aumento de exposição plasmática de 2-3×.
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Ambos são inibidores dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, mas a hidroxicloroquina não é substrato relevante dessas enzimas (metabolismo por CYP2C8, 3A4/5 em menor grau). O mecanismo é predominantemente farmacodinâmico, com risco aumentado em pacientes com insuficiência renal (acúmulo de hidroxicloroquina).
Verapamil é inibidor potente do CYP3A4 e da P-gp. A Colchicina é substrato de ambos, com índice terapêutico extremamente estreito. A inibição dupla pode elevar os níveis de Colchicina em 2-4 vezes, com risco de toxicidade fatal.
Verapamil inibe a P-gp intestinal e renal, reduzindo a eliminação da Colchicina. A Colchicina tem índice terapêutico estreito e a inibição da P-gp pode aumentar sua exposição em 50-100%, com risco de acúmulo e toxicidade.
Atualizado em junho/2026
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