Hidroxicloroquina + Nortriptilina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis plasmáticos de nortriptilina, levando a toxicidade anticolinérgica (confusão, retenção urinária, taquicardia), cardiotoxicidade (prolongamento do QTc > 500 ms, risco de torsades de pointes) e convulsões. O risco é maior em metabolizadores lentos da CYP2D6.
⚙Mecanismo
A hidroxicloroquina é um inibidor moderado da CYP2D6 (IC50 ~ 2-5 μM), principal via de metabolismo da nortriptilina (substrato com índice terapêutico estreito, metabolizado > 80% pela CYP2D6 para 10-hidroxi-nortriptilina). A inibição reduz a depuração hepática, podendo aumentar a AUC da nortriptilina em 2 a 4 vezes, elevando o risco de toxicidade.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário: 1) Reduzir a dose de nortriptilina em 50-75% e titular conforme resposta clínica e níveis séricos. 2) Realizar ECG basal e monitorar QTc semanalmente no primeiro mês. 3) Manter níveis séricos de nortriptilina entre 50-150 ng/mL (faixa terapêutica).
🔍O que monitorar
Nível sérico de nortriptilina (pico e vale) após 5-7 dias do início ou ajuste de dose; ECG com QTc no basal, dia 3, dia 7 e depois mensal; eletrólitos (K+, Mg2+); sinais de toxicidade anticolinérgica e arritmias.
↺Alternativas
Substituir a hidroxicloroquina por um antimalárico não inibidor da CYP2D6 (ex.: atovaquona/proguanil, se indicado) ou substituir a nortriptilina por um antidepressivo não metabolizado pela CYP2D6 e com menor risco cardíaco, como sertralina ou escitalopram (com monitoramento de QTc).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions; FDA Drug Development and Drug Interactions
Perguntas Frequentes
Pode tomar Hidroxicloroquina com Nortriptilina?
A combinação de Hidroxicloroquina com Nortriptilina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de nortriptilina, levando a toxicidade anticolinérgica (confusão, retenção urinária, taquicardia), cardiotoxicidade (prolongamento do QTc > 500 ms, risco de torsades de pointes) e convulsões. O risco é maior em metabolizadores lentos da CYP2D6. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário: 1) Reduzir a dose de nortriptilina em 50-75% e titular conforme resposta clínica e níveis séricos. 2) Realizar ECG basal e monitorar QTc semanalmente no primeiro mês. 3) Manter níveis séricos de nortriptilina entre 50-150 ng/mL (faixa terapêutica).
Hidroxicloroquina e Nortriptilina interagem?
Sim, Hidroxicloroquina e Nortriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a hidroxicloroquina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ic50 ~ 2-5 μm), principal via de metabolismo da nortriptilina (substrato com índice terapêutico estreito, metabolizado > 80% pela cyp2d6 para 10-hidroxi-nortriptilina). a inibição reduz a depuração hepática, podendo aumentar a auc da nortriptilina em 2 a 4 vezes, elevando o risco de toxicidade.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for absolutamente necessário: 1) reduzir a dose de nortriptilina em 50-75% e titular conforme resposta clínica e níveis séricos. 2) realizar ecg basal e monitorar qtc semanalmente no primeiro mês. 3) manter níveis séricos de nortriptilina entre 50-150 ng/ml (faixa terapêutica)..
Qual o risco de Hidroxicloroquina com Nortriptilina?
O risco da associação Hidroxicloroquina + Nortriptilina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de nortriptilina, levando a toxicidade anticolinérgica (confusão, retenção urinária, taquicardia), cardiotoxicidade (prolongamento do QTc > 500 ms, risco de torsades de pointes) e convulsões. O risco é maior em metabolizadores lentos da CYP2D6. Monitorar: nível sérico de nortriptilina (pico e vale) após 5-7 dias do início ou ajuste de dose; ecg com qtc no basal, dia 3, dia 7 e depois mensal; eletrólitos (k+, mg2+); sinais de toxicidade anticolinérgica e arritmias..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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