Hidroxicloroquina + Clomipramina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis plasmáticos de clomipramina, resultando em toxicidade anticolinérgica grave (delirium, íleo paralítico), cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias ventriculares), hipotensão ortostática e rebaixamento do limiar convulsivo.
⚙Mecanismo
A hidroxicloroquina inibe moderadamente a CYP2D6 (IC50 ~ 2-5 μM), enzima responsável pela hidroxilação da clomipramina (substrato principal, > 70% metabolizado pela CYP2D6). A inibição pode aumentar a exposição à clomipramina em 2-3 vezes, elevando o risco de toxicidade dose-dependente.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável: 1) Reduzir a dose de clomipramina em 50-75% e titular lentamente. 2) Monitorar níveis séricos de clomipramina + norclomipramina (faixa: 150-300 ng/mL). 3) ECG basal e semanal. 4) Contraindicado em pacientes com cardiopatia ou distúrbios de condução.
🔍O que monitorar
Nível sérico de clomipramina e norclomipramina após 5-7 dias de dose estável; ECG com QTc no basal, dia 3, dia 7 e mensal; eletrólitos; sinais de toxicidade anticolinérgica e arritmias.
↺Alternativas
Substituir hidroxicloroquina por alternativa não inibidora da CYP2D6 (ex.: metotrexato em artrite reumatoide) ou substituir clomipramina por ISRS com menor interação (ex.: sertralina, com monitoramento de QTc).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions
Perguntas Frequentes
Pode tomar Hidroxicloroquina com Clomipramina?
A combinação de Hidroxicloroquina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis plasmáticos de clomipramina, resultando em toxicidade anticolinérgica grave (delirium, íleo paralítico), cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias ventriculares), hipotensão ortostática e rebaixamento do limiar convulsivo. Evitar a associação. Se inevitável: 1) Reduzir a dose de clomipramina em 50-75% e titular lentamente. 2) Monitorar níveis séricos de clomipramina + norclomipramina (faixa: 150-300 ng/mL). 3) ECG basal e semanal. 4) Contraindicado em pacientes com cardiopatia ou distúrbios de condução.
Hidroxicloroquina e Clomipramina interagem?
Sim, Hidroxicloroquina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a hidroxicloroquina inibe moderadamente a cyp2d6 (ic50 ~ 2-5 μm), enzima responsável pela hidroxilação da clomipramina (substrato principal, > 70% metabolizado pela cyp2d6). a inibição pode aumentar a exposição à clomipramina em 2-3 vezes, elevando o risco de toxicidade dose-dependente.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) reduzir a dose de clomipramina em 50-75% e titular lentamente. 2) monitorar níveis séricos de clomipramina + norclomipramina (faixa: 150-300 ng/ml). 3) ecg basal e semanal. 4) contraindicado em pacientes com cardiopatia ou distúrbios de condução..
Qual o risco de Hidroxicloroquina com Clomipramina?
O risco da associação Hidroxicloroquina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis plasmáticos de clomipramina, resultando em toxicidade anticolinérgica grave (delirium, íleo paralítico), cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias ventriculares), hipotensão ortostática e rebaixamento do limiar convulsivo. Monitorar: nível sérico de clomipramina e norclomipramina após 5-7 dias de dose estável; ecg com qtc no basal, dia 3, dia 7 e mensal; eletrólitos; sinais de toxicidade anticolinérgica e arritmias..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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