Hidroxicloroquina + Aripiprazol
⚠O que acontece
Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea e sedação. Risco de prolongamento QTc é mínimo, pois o aripiprazol tem baixo potencial de prolongar QT (categoria 'Possible Risk' no CredibleMeds).
⚙Mecanismo
A hidroxicloroquina é um inibidor moderado da CYP2D6 (IC50 ~5-10 µM), enzima responsável por ~40% do metabolismo do aripiprazol (via hidroxilação e N-desalquilação). A inibição reduz a depuração do aripiprazol em 20-30%, aumentando sua AUC em 1,3-1,5 vezes. O aripiprazol é metabolizado também pela CYP3A4 (~60%), o que limita o impacto da inibição isolada da CYP2D6. O efeito é mais pronunciado em metabolizadores lentos da CYP2D6 (7-10% da população).
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica e efeitos adversos nas primeiras 2-4 semanas de uso concomitante. Se surgirem efeitos adversos intoleráveis, reduzir dose de aripiprazol em 25-50% (ex: de 15 mg para 10 mg/dia). Em pacientes com fatores de risco para metabolismo lento (idosos, hepatopatia), considerar redução profilática de 25%.
🔍O que monitorar
Avaliar resposta clínica (eficácia e efeitos adversos) a cada 1-2 semanas no primeiro mês. Não é necessário monitoramento rotineiro de níveis séricos, exceto em casos de toxicidade ou falha terapêutica. ECG apenas se fatores de risco para QT.
↺Alternativas
Considerar alternativa à hidroxicloroquina que não iniba CYP2D6 (ex: sulfassalazina em artrite reumatoide) ou substituir aripiprazol por antipsicótico não metabolizado por CYP2D6 (ex: olanzapina, mas atentar para risco de QT; ou paliperidona, excreção renal).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Hiemke C et al. AGNP Consensus Guidelines for Therapeutic Drug Monitoring in Psychiatry. Pharmacopsychiatry. 2018;51(1-2):9-62.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Hidroxicloroquina com Aripiprazol?
A combinação de Hidroxicloroquina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade leve. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea e sedação. Risco de prolongamento QTc é mínimo, pois o aripiprazol tem baixo potencial de prolongar QT (categoria 'Possible Risk' no CredibleMeds). Monitorar resposta clínica e efeitos adversos nas primeiras 2-4 semanas de uso concomitante. Se surgirem efeitos adversos intoleráveis, reduzir dose de aripiprazol em 25-50% (ex: de 15 mg para 10 mg/dia). Em pacientes com fatores de risco para metabolismo lento (idosos, hepatopatia), considerar redução profilática de 25%.
Hidroxicloroquina e Aripiprazol interagem?
Sim, Hidroxicloroquina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a hidroxicloroquina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ic50 ~5-10 µm), enzima responsável por ~40% do metabolismo do aripiprazol (via hidroxilação e n-desalquilação). a inibição reduz a depuração do aripiprazol em 20-30%, aumentando sua auc em 1,3-1,5 vezes. o aripiprazol é metabolizado também pela cyp3a4 (~60%), o que limita o impacto da inibição isolada da cyp2d6. o efeito é mais pronunciado em metabolizadores lentos da cyp2d6 (7-10% da população).. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica e efeitos adversos nas primeiras 2-4 semanas de uso concomitante. se surgirem efeitos adversos intoleráveis, reduzir dose de aripiprazol em 25-50% (ex: de 15 mg para 10 mg/dia). em pacientes com fatores de risco para metabolismo lento (idosos, hepatopatia), considerar redução profilática de 25%..
Qual o risco de Hidroxicloroquina com Aripiprazol?
O risco da associação Hidroxicloroquina + Aripiprazol é classificado como LEVE. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea e sedação. Risco de prolongamento QTc é mínimo, pois o aripiprazol tem baixo potencial de prolongar QT (categoria 'Possible Risk' no CredibleMeds). Monitorar: avaliar resposta clínica (eficácia e efeitos adversos) a cada 1-2 semanas no primeiro mês. não é necessário monitoramento rotineiro de níveis séricos, exceto em casos de toxicidade ou falha terapêutica. ecg apenas se fatores de risco para qt..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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