Haloperidol + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, comprometimento cognitivo (confusão, dificuldade de concentração), aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória é rara, mas possível em doses muito altas ou com outros depressores.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: haloperidol antagoniza receptores D2, H1 e alfa-1, causando sedação. Pregabalina liga-se à subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância P) e potencializando a inibição GABAérgica indiretamente. A combinação resulta em efeito aditivo na sedação e depressão do SNC, com risco aumentado de tontura, sonolência e comprometimento cognitivo.
📋Conduta Clinica
Usar as menores doses eficazes. Iniciar pregabalina com 25-50 mg à noite e titular lentamente (aumentar a cada 3-7 dias). Haloperidol iniciar com 0,5-1 mg/dia. Evitar outros depressores do SNC. Orientar paciente/cuidador sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas até tolerância estabelecida.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e tontura (escala visual analógica) diariamente na primeira semana. Monitorar risco de quedas (escala de Morse) e implementar medidas preventivas. Avaliar função cognitiva (Mini-Mental em idosos) se uso prolongado. FR e SpO2 se houver outros depressores.
↺Alternativas
Considerar antipsicótico menos sedativo (ex: aripiprazol) ou gabapentinoide com menor sedação (ex: gabapentina, que tem absorção saturável e pode ser mais previsível). Para dor neuropática, avaliar duloxetina ou amitriptilina (com monitoramento de QTc).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Beers Criteria 2023 (AGS)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Haloperidol com Pregabalina?
A combinação de Haloperidol com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, comprometimento cognitivo (confusão, dificuldade de concentração), aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória é rara, mas possível em doses muito altas ou com outros depressores. Usar as menores doses eficazes. Iniciar pregabalina com 25-50 mg à noite e titular lentamente (aumentar a cada 3-7 dias). Haloperidol iniciar com 0,5-1 mg/dia. Evitar outros depressores do SNC. Orientar paciente/cuidador sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas até tolerância estabelecida.
Haloperidol e Pregabalina interagem?
Sim, Haloperidol e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: haloperidol antagoniza receptores d2, h1 e alfa-1, causando sedação. pregabalina liga-se à subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância p) e potencializando a inibição gabaérgica indiretamente. a combinação resulta em efeito aditivo na sedação e depressão do snc, com risco aumentado de tontura, sonolência e comprometimento cognitivo.. A conduta recomendada é: usar as menores doses eficazes. iniciar pregabalina com 25-50 mg à noite e titular lentamente (aumentar a cada 3-7 dias). haloperidol iniciar com 0,5-1 mg/dia. evitar outros depressores do snc. orientar paciente/cuidador sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas até tolerância estabelecida..
Qual o risco de Haloperidol com Pregabalina?
O risco da associação Haloperidol + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, comprometimento cognitivo (confusão, dificuldade de concentração), aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória é rara, mas possível em doses muito altas ou com outros depressores. Monitorar: avaliar nível de consciência e tontura (escala visual analógica) diariamente na primeira semana. monitorar risco de quedas (escala de morse) e implementar medidas preventivas. avaliar função cognitiva (mini-mental em idosos) se uso prolongado. fr e spo2 se houver outros depressores..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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