Haloperidol + Lítio
⚠O que acontece
Confusão, tremores grosseiros, disartria, ataxia cerebelar, hiperreflexia, possível lesão neurológica permanente.
⚙Mecanismo
Neurotoxicidade sinérgica: haloperidol bloqueia receptores dopaminérgicos enquanto lítio altera transporte de íons e segundo mensageiros; pode levar a síndrome cerebelar irreversível. Não é simples depressão do SNC.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, usar haloperidol ≤2 mg/dia e lítio com nível sérico 0,6-0,8 mEq/L. Reavaliar indicação após 7 dias.
🔍O que monitorar
Litemia 2×/semana nas primeiras 2 semanas; exame neurológico completo (cerebelo e sinais extrapiramidais) a cada 3 dias; creatinina e TSH mensais.
↺Alternativas
Substituir haloperidol por quetiapina ou olanzapina (menor risco de neurotoxicidade com lítio).
📚Referências
Micromedex 2024; relatos de caso e revisões em Bipolar Disord 2018-2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Haloperidol com Lítio?
A combinação de Haloperidol com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Confusão, tremores grosseiros, disartria, ataxia cerebelar, hiperreflexia, possível lesão neurológica permanente. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, usar haloperidol ≤2 mg/dia e lítio com nível sérico 0,6-0,8 mEq/L. Reavaliar indicação após 7 dias.
Haloperidol e Lítio interagem?
Sim, Haloperidol e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve neurotoxicidade sinérgica: haloperidol bloqueia receptores dopaminérgicos enquanto lítio altera transporte de íons e segundo mensageiros; pode levar a síndrome cerebelar irreversível. não é simples depressão do snc.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, usar haloperidol ≤2 mg/dia e lítio com nível sérico 0,6-0,8 meq/l. reavaliar indicação após 7 dias..
Qual o risco de Haloperidol com Lítio?
O risco da associação Haloperidol + Lítio é classificado como GRAVE. Confusão, tremores grosseiros, disartria, ataxia cerebelar, hiperreflexia, possível lesão neurológica permanente. Monitorar: litemia 2×/semana nas primeiras 2 semanas; exame neurológico completo (cerebelo e sinais extrapiramidais) a cada 3 dias; creatinina e tsh mensais..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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