Haloperidol + Clomipramina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de Clomipramina (>500 ng/mL) com alto risco de cardiotoxicidade (QTc >500ms, torsades), convulsões (redução do limiar convulsivo) e síndrome serotoninérgica (se associado a outros serotoninérgicos).
⚙Mecanismo
Haloperidol é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ≈ 1-2 μM). Clomipramina é metabolizada principalmente por CYP2D6 (80%) e CYP1A2 (20%) para seu metabólito ativo desmetilclomipramina. A inibição da CYP2D6 pode aumentar a AUC da Clomipramina em 3-5 vezes, com acúmulo do fármaco-mãe (mais cardiotóxico) e redução do metabólito.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: 1) Reduzir Clomipramina em 75% (dose máxima 75 mg/dia); 2) Monitorar nível sérico de Clomipramina + desmetilclomipramina (alvo: 150-300 ng/mL); 3) ECG basal e semanal; 4) Contraindicado se história de convulsões ou cardiopatia.
🔍O que monitorar
Nível sérico de Clomipramina e desmetilclomipramina após 7-10 dias; ECG com QTc semanal; eletrólitos; sinais de toxicidade (tremor, mioclonia, hipertermia).
↺Alternativas
Substituir Haloperidol por antipsicótico não inibidor da CYP2D6 (ex: Olanzapina) ou Clomipramina por ISRS (ex: Escitalopram) com monitoramento para síndrome serotoninérgica.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Table of Substrates, Inhibitors and Inducers
Perguntas Frequentes
Pode tomar Haloperidol com Clomipramina?
A combinação de Haloperidol com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de Clomipramina (>500 ng/mL) com alto risco de cardiotoxicidade (QTc >500ms, torsades), convulsões (redução do limiar convulsivo) e síndrome serotoninérgica (se associado a outros serotoninérgicos). Evitar associação. Se indispensável: 1) Reduzir Clomipramina em 75% (dose máxima 75 mg/dia); 2) Monitorar nível sérico de Clomipramina + desmetilclomipramina (alvo: 150-300 ng/mL); 3) ECG basal e semanal; 4) Contraindicado se história de convulsões ou cardiopatia.
Haloperidol e Clomipramina interagem?
Sim, Haloperidol e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve haloperidol é inibidor moderado da cyp2d6 (ki ≈ 1-2 μm). clomipramina é metabolizada principalmente por cyp2d6 (80%) e cyp1a2 (20%) para seu metabólito ativo desmetilclomipramina. a inibição da cyp2d6 pode aumentar a auc da clomipramina em 3-5 vezes, com acúmulo do fármaco-mãe (mais cardiotóxico) e redução do metabólito.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: 1) reduzir clomipramina em 75% (dose máxima 75 mg/dia); 2) monitorar nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina (alvo: 150-300 ng/ml); 3) ecg basal e semanal; 4) contraindicado se história de convulsões ou cardiopatia..
Qual o risco de Haloperidol com Clomipramina?
O risco da associação Haloperidol + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de Clomipramina (>500 ng/mL) com alto risco de cardiotoxicidade (QTc >500ms, torsades), convulsões (redução do limiar convulsivo) e síndrome serotoninérgica (se associado a outros serotoninérgicos). Monitorar: nível sérico de clomipramina e desmetilclomipramina após 7-10 dias; ecg com qtc semanal; eletrólitos; sinais de toxicidade (tremor, mioclonia, hipertermia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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