Gentamicina + Vancomicina
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda: aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, distúrbios eletrolíticos. Pode necessitar de diálise. O risco é maior em pacientes críticos, com hipovolemia ou uso concomitante de outros nefrotóxicos.
⚙Mecanismo
Gentamicina causa nefrotoxicidade por acúmulo tubular proximal e estresse oxidativo. Vancomicina pode causar nefrotoxicidade por mecanismos não completamente elucidados, mas envolvendo estresse oxidativo, inflamação tubular e possivelmente formação de cilindros obstrutivos. Estudos clínicos mostram que a combinação de vancomicina com aminoglicosídeos aumenta significativamente o risco de LRA em comparação com cada fármaco isolado, com odds ratio de 2,5 a 3,5. A nefrotoxicidade é aditiva e pode ser sinérgica, especialmente com níveis séricos elevados de vancomicina (vale >15-20 mg/L) e duração prolongada. Magnitude do efeito: grave, com incidência de LRA de 20-40% em algumas séries.
📋Conduta Clinica
Evitar a combinação sempre que possível. Se necessária (ex.: endocardite por Enterococcus resistente), monitorar rigorosamente função renal e níveis séricos de ambos. Manter hidratação adequada (débito urinário >1 mL/kg/h). Ajustar doses pela função renal e considerar monitoramento terapêutico de vancomicina (alvo de vale 10-15 mg/L para infecções não graves, 15-20 mg/L para graves) e gentamicina (pico e vale). Se creatinina aumentar >50%, suspender um ou ambos e reavaliar antibioticoterapia.
🔍O que monitorar
Monitorar creatinina sérica diariamente, débito urinário a cada 6 horas, nível sérico de vancomicina (vale) a cada 48-72 horas, nível sérico de gentamicina (pico e vale) conforme protocolo, eletrólitos diariamente, peso diário.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa menos nefrotóxica: para Gram-positivos, linezolida ou daptomicina em vez de vancomicina; para Gram-negativos, beta-lactâmico (cefepime, piperacilina-tazobactam) em vez de gentamicina, conforme antibiograma.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Rybak MJ, et al. Therapeutic monitoring of vancomycin: a revised consensus guideline. Am J Health Syst Pharm. 2020;77(11):835-64.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Gentamicina com Vancomicina?
A combinação de Gentamicina com Vancomicina apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda: aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, distúrbios eletrolíticos. Pode necessitar de diálise. O risco é maior em pacientes críticos, com hipovolemia ou uso concomitante de outros nefrotóxicos. Evitar a combinação sempre que possível. Se necessária (ex.: endocardite por Enterococcus resistente), monitorar rigorosamente função renal e níveis séricos de ambos. Manter hidratação adequada (débito urinário >1 mL/kg/h). Ajustar doses pela função renal e considerar monitoramento terapêutico de vancomicina (alvo de vale 10-15 mg/L para infecções não graves, 15-20 mg/L para graves) e gentamicina (pico e vale). Se creatinina aumentar >50%, suspender um ou ambos e reavaliar antibioticoterapia.
Gentamicina e Vancomicina interagem?
Sim, Gentamicina e Vancomicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve gentamicina causa nefrotoxicidade por acúmulo tubular proximal e estresse oxidativo. vancomicina pode causar nefrotoxicidade por mecanismos não completamente elucidados, mas envolvendo estresse oxidativo, inflamação tubular e possivelmente formação de cilindros obstrutivos. estudos clínicos mostram que a combinação de vancomicina com aminoglicosídeos aumenta significativamente o risco de lra em comparação com cada fármaco isolado, com odds ratio de 2,5 a 3,5. a nefrotoxicidade é aditiva e pode ser sinérgica, especialmente com níveis séricos elevados de vancomicina (vale >15-20 mg/l) e duração prolongada. magnitude do efeito: grave, com incidência de lra de 20-40% em algumas séries.. A conduta recomendada é: evitar a combinação sempre que possível. se necessária (ex.: endocardite por enterococcus resistente), monitorar rigorosamente função renal e níveis séricos de ambos. manter hidratação adequada (débito urinário >1 ml/kg/h). ajustar doses pela função renal e considerar monitoramento terapêutico de vancomicina (alvo de vale 10-15 mg/l para infecções não graves, 15-20 mg/l para graves) e gentamicina (pico e vale). se creatinina aumentar >50%, suspender um ou ambos e reavaliar antibioticoterapia..
Qual o risco de Gentamicina com Vancomicina?
O risco da associação Gentamicina + Vancomicina é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda: aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, distúrbios eletrolíticos. Pode necessitar de diálise. O risco é maior em pacientes críticos, com hipovolemia ou uso concomitante de outros nefrotóxicos. Monitorar: monitorar creatinina sérica diariamente, débito urinário a cada 6 horas, nível sérico de vancomicina (vale) a cada 48-72 horas, nível sérico de gentamicina (pico e vale) conforme protocolo, eletrólitos diariamente, peso diário..
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Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
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Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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