Gentamicina + Metotrexato
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda com aumento da creatinina, oligúria, e toxicidade sistêmica por metotrexato: pancitopenia grave, mucosite oral e gastrointestinal, elevação de transaminases, podendo evoluir para falência múltipla de órgãos.
⚙Mecanismo
Gentamicina causa nefrotoxicidade por necrose tubular aguda, reduzindo a taxa de filtração glomerular. Metotrexato é excretado principalmente por filtração glomerular e secreção tubular ativa. A disfunção renal induzida pela gentamicina diminui a depuração de metotrexato, levando a níveis séricos elevados e prolongados, o que pode causar toxicidade grave (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade). Além disso, o metotrexato pode precipitar nos túbulos renais em pH ácido, causando nefrotoxicidade adicional, criando um ciclo de dano renal e acúmulo. Magnitude do efeito: grave, especialmente com altas doses de metotrexato (>500 mg/m²), onde a depuração renal é crítica.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se o uso de gentamicina for inevitável em paciente em uso de metotrexato (especialmente altas doses), monitorar nível sérico de metotrexato e função renal rigorosamente. Manter hidratação vigorosa e alcalinização urinária (pH >7,0) para prevenir precipitação. Ajustar dose de metotrexato conforme clearance de creatinina. Se creatinina aumentar >50% ou nível de metotrexato permanecer elevado (>10 μmol/L em 24h), administrar leucovorina em altas doses e considerar glucarpidase se disponível.
🔍O que monitorar
Monitorar creatinina sérica diariamente, nível sérico de metotrexato conforme protocolo (24h, 48h, 72h pós-dose), débito urinário a cada 6 horas, pH urinário a cada 6 horas, hemograma completo diário, transaminases a cada 48 horas.
↺Alternativas
Para infecção: substituir gentamicina por antibiótico não nefrotóxico (ex.: cefepime, piperacilina-tazobactam). Para doença reumatológica/oncológica: não substituir metotrexato sem orientação especializada; se necessário, considerar redução de dose ou mudança para outro agente (ex.: leflunomida, biológico) após avaliação.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Widemann BC, Adamson PC. Understanding and managing methotrexate nephrotoxicity. Oncologist. 2006;11(6):694-703.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Gentamicina com Metotrexato?
A combinação de Gentamicina com Metotrexato apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda com aumento da creatinina, oligúria, e toxicidade sistêmica por metotrexato: pancitopenia grave, mucosite oral e gastrointestinal, elevação de transaminases, podendo evoluir para falência múltipla de órgãos. Evitar a associação. Se o uso de gentamicina for inevitável em paciente em uso de metotrexato (especialmente altas doses), monitorar nível sérico de metotrexato e função renal rigorosamente. Manter hidratação vigorosa e alcalinização urinária (pH >7,0) para prevenir precipitação. Ajustar dose de metotrexato conforme clearance de creatinina. Se creatinina aumentar >50% ou nível de metotrexato permanecer elevado (>10 μmol/L em 24h), administrar leucovorina em altas doses e considerar glucarpidase se disponível.
Gentamicina e Metotrexato interagem?
Sim, Gentamicina e Metotrexato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve gentamicina causa nefrotoxicidade por necrose tubular aguda, reduzindo a taxa de filtração glomerular. metotrexato é excretado principalmente por filtração glomerular e secreção tubular ativa. a disfunção renal induzida pela gentamicina diminui a depuração de metotrexato, levando a níveis séricos elevados e prolongados, o que pode causar toxicidade grave (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade). além disso, o metotrexato pode precipitar nos túbulos renais em ph ácido, causando nefrotoxicidade adicional, criando um ciclo de dano renal e acúmulo. magnitude do efeito: grave, especialmente com altas doses de metotrexato (>500 mg/m²), onde a depuração renal é crítica.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se o uso de gentamicina for inevitável em paciente em uso de metotrexato (especialmente altas doses), monitorar nível sérico de metotrexato e função renal rigorosamente. manter hidratação vigorosa e alcalinização urinária (ph >7,0) para prevenir precipitação. ajustar dose de metotrexato conforme clearance de creatinina. se creatinina aumentar >50% ou nível de metotrexato permanecer elevado (>10 μmol/l em 24h), administrar leucovorina em altas doses e considerar glucarpidase se disponível..
Qual o risco de Gentamicina com Metotrexato?
O risco da associação Gentamicina + Metotrexato é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda com aumento da creatinina, oligúria, e toxicidade sistêmica por metotrexato: pancitopenia grave, mucosite oral e gastrointestinal, elevação de transaminases, podendo evoluir para falência múltipla de órgãos. Monitorar: monitorar creatinina sérica diariamente, nível sérico de metotrexato conforme protocolo (24h, 48h, 72h pós-dose), débito urinário a cada 6 horas, ph urinário a cada 6 horas, hemograma completo diário, transaminases a cada 48 horas..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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