Gabapentina + Quetiapina
⚠O que acontece
Sedação intensa, sonolência diurna, fadiga, boca seca, constipação, visão turva (efeitos anticolinérgicos), hipotensão ortostática, tontura, ganho de peso significativo, aumento do risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em pacientes com apneia do sono ou obesidade. Risco de síndrome metabólica (hiperglicemia, dislipidemia) com uso prolongado de quetiapina.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: gabapentina modula canais de cálcio e via GABAérgica; quetiapina é antagonista de múltiplos receptores: H1 (forte, responsável pela sedação), α1-adrenérgico (hipotensão ortostática), M1 muscarínico (efeitos anticolinérgicos) e D2 dopaminérgico (efeito antipsicótico). A combinação resulta em sedação aditiva intensa, especialmente com doses baixas de quetiapina (25-100 mg) onde o bloqueio H1 predomina. Magnitude: aumento de 3-4 vezes no risco de sonolência diurna excessiva (escore de Epworth >10) comparado à monoterapia (p<0.001).
📋Conduta Clinica
Iniciar quetiapina à noite (12.5-25 mg para insônia/ansiedade; 50-100 mg para psicose) e gabapentina em dose baixa (100-300 mg à noite). Titular lentamente, com aumentos a cada 3-7 dias. Se sedação excessiva, considerar administrar gabapentina pela manhã e quetiapina à noite. Evitar uso em pacientes com apneia do sono, obesidade mórbida ou insuficiência respiratória. Aconselhar sobre dieta e exercício. Em idosos, iniciar quetiapina com 12.5 mg e gabapentina com 100 mg.
🔍O que monitorar
Monitorar sedação (escala de Epworth) e função cognitiva. Avaliar peso, circunferência abdominal, glicemia de jejum e perfil lipídico basal, após 1 mês e depois a cada 3 meses. Medir pressão arterial e frequência cardíaca (ortostatismo) nas primeiras semanas. Em pacientes com ronco ou apneia, considerar polissonografia. Monitorar QTc no ECG (basal e periodicamente).
↺Alternativas
Para insônia: considerar melatonina, ramelteon ou trazodona (menor risco metabólico). Para ansiedade: considerar pregabalina (monoterapia) ou buspirona. Para psicose: avaliar antipsicóticos com menor risco metabólico (aripiprazol, lurasidona) ou usar quetiapina em dose mais alta (300-800 mg) onde o efeito sedativo pode ser menor (dessensibilização de receptores H1).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp Drug Interactions 2024; estudo de coorte (J Clin Psychopharmacol 2023;43(1):12-18)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Gabapentina com Quetiapina?
A combinação de Gabapentina com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação intensa, sonolência diurna, fadiga, boca seca, constipação, visão turva (efeitos anticolinérgicos), hipotensão ortostática, tontura, ganho de peso significativo, aumento do risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em pacientes com apneia do sono ou obesidade. Risco de síndrome metabólica (hiperglicemia, dislipidemia) com uso prolongado de quetiapina. Iniciar quetiapina à noite (12.5-25 mg para insônia/ansiedade; 50-100 mg para psicose) e gabapentina em dose baixa (100-300 mg à noite). Titular lentamente, com aumentos a cada 3-7 dias. Se sedação excessiva, considerar administrar gabapentina pela manhã e quetiapina à noite. Evitar uso em pacientes com apneia do sono, obesidade mórbida ou insuficiência respiratória. Aconselhar sobre dieta e exercício. Em idosos, iniciar quetiapina com 12.5 mg e gabapentina com 100 mg.
Gabapentina e Quetiapina interagem?
Sim, Gabapentina e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: gabapentina modula canais de cálcio e via gabaérgica; quetiapina é antagonista de múltiplos receptores: h1 (forte, responsável pela sedação), α1-adrenérgico (hipotensão ortostática), m1 muscarínico (efeitos anticolinérgicos) e d2 dopaminérgico (efeito antipsicótico). a combinação resulta em sedação aditiva intensa, especialmente com doses baixas de quetiapina (25-100 mg) onde o bloqueio h1 predomina. magnitude: aumento de 3-4 vezes no risco de sonolência diurna excessiva (escore de epworth >10) comparado à monoterapia (p<0.001).. A conduta recomendada é: iniciar quetiapina à noite (12.5-25 mg para insônia/ansiedade; 50-100 mg para psicose) e gabapentina em dose baixa (100-300 mg à noite). titular lentamente, com aumentos a cada 3-7 dias. se sedação excessiva, considerar administrar gabapentina pela manhã e quetiapina à noite. evitar uso em pacientes com apneia do sono, obesidade mórbida ou insuficiência respiratória. aconselhar sobre dieta e exercício. em idosos, iniciar quetiapina com 12.5 mg e gabapentina com 100 mg..
Qual o risco de Gabapentina com Quetiapina?
O risco da associação Gabapentina + Quetiapina é classificado como MODERADA. Sedação intensa, sonolência diurna, fadiga, boca seca, constipação, visão turva (efeitos anticolinérgicos), hipotensão ortostática, tontura, ganho de peso significativo, aumento do risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em pacientes com apneia do sono ou obesidade. Risco de síndrome metabólica (hiperglicemia, dislipidemia) com uso prolongado de quetiapina. Monitorar: monitorar sedação (escala de epworth) e função cognitiva. avaliar peso, circunferência abdominal, glicemia de jejum e perfil lipídico basal, após 1 mês e depois a cada 3 meses. medir pressão arterial e frequência cardíaca (ortostatismo) nas primeiras semanas. em pacientes com ronco ou apneia, considerar polissonografia. monitorar qtc no ecg (basal e periodicamente)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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