Gabapentina + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva (sonolência grau 3-4 na escala de Epworth), depressão respiratória (FR <12 irpm, SpO2 <90%), comprometimento cognitivo (redução no Mini-Mental State Examination >2 pontos), tontura, ataxia, quedas (aumento de 40% no risco em idosos).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Ambos são análogos do GABA, ligando-se à subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância P). A gabapentina tem biodisponibilidade dose-dependente (60% para 300mg, 35% para 1600mg), enquanto a pregabalina tem biodisponibilidade >90% linear. A coadministração pode aumentar o risco de depressão do SNC em 2-3 vezes comparado à monoterapia, especialmente em idosos ou pacientes com compromisso renal (clearance de creatinina <60mL/min).
📋Conduta Clinica
Iniciar com a menor dose possível de cada fármaco. Para dor neuropática: gabapentina 100-300mg/dia + pregabalina 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias conforme tolerância. Evitar coadministração em pacientes com apneia do sono não tratada ou IMC >40. Alertar paciente para não dirigir ou operar máquinas pesadas até estabilização da dose por pelo menos 2 semanas. Considerar redução de 25-50% da dose de ambos se clearance de creatinina <60mL/min.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay alvo 2-3), frequência respiratória (manter >12 irpm), SpO2 (manter >92% em ar ambiente) nas primeiras 72h de coadministração e após cada aumento de dose. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) a cada consulta. Em pacientes com insuficiência renal, monitorar creatinina sérica a cada 3 meses.
↺Alternativas
Considerar monoterapia com dose plena de um dos agentes antes de associar. Alternativas não sedativas: duloxetina 60mg/dia para dor neuropática, ou amitriptilina 10-25mg à noite (menor risco de depressão respiratória que gabapentinoides).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert 2023; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Stocks et al. Drugs Aging 2021;38(5):375-385.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Gabapentina com Pregabalina?
A combinação de Gabapentina com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva (sonolência grau 3-4 na escala de Epworth), depressão respiratória (FR <12 irpm, SpO2 <90%), comprometimento cognitivo (redução no Mini-Mental State Examination >2 pontos), tontura, ataxia, quedas (aumento de 40% no risco em idosos). Iniciar com a menor dose possível de cada fármaco. Para dor neuropática: gabapentina 100-300mg/dia + pregabalina 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias conforme tolerância. Evitar coadministração em pacientes com apneia do sono não tratada ou IMC >40. Alertar paciente para não dirigir ou operar máquinas pesadas até estabilização da dose por pelo menos 2 semanas. Considerar redução de 25-50% da dose de ambos se clearance de creatinina <60mL/min.
Gabapentina e Pregabalina interagem?
Sim, Gabapentina e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. ambos são análogos do gaba, ligando-se à subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância p). a gabapentina tem biodisponibilidade dose-dependente (60% para 300mg, 35% para 1600mg), enquanto a pregabalina tem biodisponibilidade >90% linear. a coadministração pode aumentar o risco de depressão do snc em 2-3 vezes comparado à monoterapia, especialmente em idosos ou pacientes com compromisso renal (clearance de creatinina <60ml/min).. A conduta recomendada é: iniciar com a menor dose possível de cada fármaco. para dor neuropática: gabapentina 100-300mg/dia + pregabalina 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias conforme tolerância. evitar coadministração em pacientes com apneia do sono não tratada ou imc >40. alertar paciente para não dirigir ou operar máquinas pesadas até estabilização da dose por pelo menos 2 semanas. considerar redução de 25-50% da dose de ambos se clearance de creatinina <60ml/min..
Qual o risco de Gabapentina com Pregabalina?
O risco da associação Gabapentina + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva (sonolência grau 3-4 na escala de Epworth), depressão respiratória (FR <12 irpm, SpO2 <90%), comprometimento cognitivo (redução no Mini-Mental State Examination >2 pontos), tontura, ataxia, quedas (aumento de 40% no risco em idosos). Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay alvo 2-3), frequência respiratória (manter >12 irpm), spo2 (manter >92% em ar ambiente) nas primeiras 72h de coadministração e após cada aumento de dose. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) a cada consulta. em pacientes com insuficiência renal, monitorar creatinina sérica a cada 3 meses..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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