Gabapentina + Mirtazapina
⚠O que acontece
Sedação intensa (principalmente nos primeiros 7-14 dias), sonolência diurna, aumento de apetite e ganho de peso significativo, boca seca, constipação (efeito anticolinérgico leve da mirtazapina), tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas pode ocorrer em pacientes com apneia do sono ou obesidade mórbida.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: gabapentina modula canais de cálcio e via GABAérgica; mirtazapina é antagonista de receptores H1 histaminérgicos (forte afinidade, responsável pela sedação em doses baixas), antagonista 5-HT2 e 5-HT3, e antagonista α2-adrenérgico central (aumenta liberação de noradrenalina e serotonina em doses mais altas). A combinação resulta em sedação aditiva significativa, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Além disso, ambos podem causar ganho de peso por mecanismos distintos (gabapentina: aumento de apetite por mecanismo desconhecido; mirtazapina: bloqueio H1 e 5-HT2C). Magnitude: aumento de 3-5 kg em 3 meses com a combinação vs 1-2 kg com monoterapia (estudo observacional, n=120).
📋Conduta Clinica
Iniciar mirtazapina à noite (7.5-15 mg) e gabapentina em dose baixa (100-300 mg à noite). Titular lentamente, com aumentos a cada 1-2 semanas. Se sedação excessiva, considerar administrar gabapentina pela manhã e mirtazapina à noite (desde que a dose da gabapentina não cause sedação diurna). Aconselhar sobre dieta e exercício físico para minimizar ganho de peso. Evitar uso em pacientes com apneia do sono não tratada. Em idosos, iniciar mirtazapina com 7.5 mg e gabapentina com 100 mg.
🔍O que monitorar
Monitorar peso semanalmente no primeiro mês e depois mensalmente. Avaliar sedação (escala de Epworth) e função cognitiva. Medir glicemia de jejum e perfil lipídico a cada 3 meses (risco de síndrome metabólica com ganho de peso). Em pacientes com ronco ou apneia, considerar polissonografia. Monitorar pressão arterial (hipotensão ortostática).
↺Alternativas
Para depressão com insônia: considerar trazodona (menor ganho de peso) ou agomelatina (não sedativa, não causa ganho de peso). Para dor neuropática: avaliar monoterapia com gabapentina ou mudar para duloxetina (efeito antidepressivo e analgésico, sem ganho de peso significativo). Se a combinação for necessária, considerar mirtazapina em dose mais alta (30-45 mg) que pode ser menos sedativa (efeito noradrenérgico contrabalança).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp Drug Interactions 2024; estudo observacional (J Clin Psychiatry 2023;84(2):22m14456)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Gabapentina com Mirtazapina?
A combinação de Gabapentina com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação intensa (principalmente nos primeiros 7-14 dias), sonolência diurna, aumento de apetite e ganho de peso significativo, boca seca, constipação (efeito anticolinérgico leve da mirtazapina), tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas pode ocorrer em pacientes com apneia do sono ou obesidade mórbida. Iniciar mirtazapina à noite (7.5-15 mg) e gabapentina em dose baixa (100-300 mg à noite). Titular lentamente, com aumentos a cada 1-2 semanas. Se sedação excessiva, considerar administrar gabapentina pela manhã e mirtazapina à noite (desde que a dose da gabapentina não cause sedação diurna). Aconselhar sobre dieta e exercício físico para minimizar ganho de peso. Evitar uso em pacientes com apneia do sono não tratada. Em idosos, iniciar mirtazapina com 7.5 mg e gabapentina com 100 mg.
Gabapentina e Mirtazapina interagem?
Sim, Gabapentina e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: gabapentina modula canais de cálcio e via gabaérgica; mirtazapina é antagonista de receptores h1 histaminérgicos (forte afinidade, responsável pela sedação em doses baixas), antagonista 5-ht2 e 5-ht3, e antagonista α2-adrenérgico central (aumenta liberação de noradrenalina e serotonina em doses mais altas). a combinação resulta em sedação aditiva significativa, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. além disso, ambos podem causar ganho de peso por mecanismos distintos (gabapentina: aumento de apetite por mecanismo desconhecido; mirtazapina: bloqueio h1 e 5-ht2c). magnitude: aumento de 3-5 kg em 3 meses com a combinação vs 1-2 kg com monoterapia (estudo observacional, n=120).. A conduta recomendada é: iniciar mirtazapina à noite (7.5-15 mg) e gabapentina em dose baixa (100-300 mg à noite). titular lentamente, com aumentos a cada 1-2 semanas. se sedação excessiva, considerar administrar gabapentina pela manhã e mirtazapina à noite (desde que a dose da gabapentina não cause sedação diurna). aconselhar sobre dieta e exercício físico para minimizar ganho de peso. evitar uso em pacientes com apneia do sono não tratada. em idosos, iniciar mirtazapina com 7.5 mg e gabapentina com 100 mg..
Qual o risco de Gabapentina com Mirtazapina?
O risco da associação Gabapentina + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Sedação intensa (principalmente nos primeiros 7-14 dias), sonolência diurna, aumento de apetite e ganho de peso significativo, boca seca, constipação (efeito anticolinérgico leve da mirtazapina), tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas pode ocorrer em pacientes com apneia do sono ou obesidade mórbida. Monitorar: monitorar peso semanalmente no primeiro mês e depois mensalmente. avaliar sedação (escala de epworth) e função cognitiva. medir glicemia de jejum e perfil lipídico a cada 3 meses (risco de síndrome metabólica com ganho de peso). em pacientes com ronco ou apneia, considerar polissonografia. monitorar pressão arterial (hipotensão ortostática)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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