Gabapentina + Lamotrigina
⚠O que acontece
Tontura, ataxia, diplopia, visão turva, sedação leve a moderada, cefaleia, náusea. Risco de rash cutâneo (lamotrigina) incluindo síndrome de Stevens-Johnson (raro, mas grave). Depressão respiratória é muito rara. Risco de quedas aumentado em idosos.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: gabapentina modula canais de cálcio e reduz liberação de glutamato; lamotrigina bloqueia canais de sódio voltagem-dependentes e reduz liberação de glutamato. Ambos têm perfil sedativo leve a moderado, mas a combinação pode resultar em tontura, ataxia e diplopia aditivas. Não há interação farmacocinética significativa (lamotrigina é metabolizada por glicuronidação, gabapentina não é metabolizada). Magnitude: aumento de 1.5-2 vezes no risco de tontura e ataxia comparado à monoterapia (estudos em epilepsia, n=300).
📋Conduta Clinica
Iniciar lamotrigina conforme esquema de titulação lenta (25 mg/dia por 2 semanas, depois 50 mg/dia por 2 semanas, etc.) para minimizar risco de rash. Gabapentina: iniciar com 100-300 mg/dia e titular lentamente. Se tontura ou ataxia, reduzir dose de um dos fármacos ou dividir doses. Orientar paciente sobre risco de rash e procurar atendimento imediato se surgirem lesões cutâneas. Evitar uso em pacientes com histórico de rash grave a lamotrigina.
🔍O que monitorar
Monitorar sedação, tontura e equilíbrio. Avaliar pele em cada visita (especialmente nos primeiros 2 meses de lamotrigina). Monitorar função cognitiva e risco de quedas. Não é necessário monitorar níveis séricos de rotina.
↺Alternativas
Para epilepsia: considerar levetiracetam (menos risco de rash, mas pode causar alterações comportamentais) ou carbamazepina (cuidado com interações). Para transtorno bipolar: considerar lítio ou quetiapina (se sedação for desejada). Para dor neuropática: avaliar monoterapia com gabapentina ou mudar para pregabalina.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp Drug Interactions 2024; estudo em epilepsia (Seizure 2022;98:45-52)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Gabapentina com Lamotrigina?
A combinação de Gabapentina com Lamotrigina apresenta interação de gravidade moderada. Tontura, ataxia, diplopia, visão turva, sedação leve a moderada, cefaleia, náusea. Risco de rash cutâneo (lamotrigina) incluindo síndrome de Stevens-Johnson (raro, mas grave). Depressão respiratória é muito rara. Risco de quedas aumentado em idosos. Iniciar lamotrigina conforme esquema de titulação lenta (25 mg/dia por 2 semanas, depois 50 mg/dia por 2 semanas, etc.) para minimizar risco de rash. Gabapentina: iniciar com 100-300 mg/dia e titular lentamente. Se tontura ou ataxia, reduzir dose de um dos fármacos ou dividir doses. Orientar paciente sobre risco de rash e procurar atendimento imediato se surgirem lesões cutâneas. Evitar uso em pacientes com histórico de rash grave a lamotrigina.
Gabapentina e Lamotrigina interagem?
Sim, Gabapentina e Lamotrigina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: gabapentina modula canais de cálcio e reduz liberação de glutamato; lamotrigina bloqueia canais de sódio voltagem-dependentes e reduz liberação de glutamato. ambos têm perfil sedativo leve a moderado, mas a combinação pode resultar em tontura, ataxia e diplopia aditivas. não há interação farmacocinética significativa (lamotrigina é metabolizada por glicuronidação, gabapentina não é metabolizada). magnitude: aumento de 1.5-2 vezes no risco de tontura e ataxia comparado à monoterapia (estudos em epilepsia, n=300).. A conduta recomendada é: iniciar lamotrigina conforme esquema de titulação lenta (25 mg/dia por 2 semanas, depois 50 mg/dia por 2 semanas, etc.) para minimizar risco de rash. gabapentina: iniciar com 100-300 mg/dia e titular lentamente. se tontura ou ataxia, reduzir dose de um dos fármacos ou dividir doses. orientar paciente sobre risco de rash e procurar atendimento imediato se surgirem lesões cutâneas. evitar uso em pacientes com histórico de rash grave a lamotrigina..
Qual o risco de Gabapentina com Lamotrigina?
O risco da associação Gabapentina + Lamotrigina é classificado como MODERADA. Tontura, ataxia, diplopia, visão turva, sedação leve a moderada, cefaleia, náusea. Risco de rash cutâneo (lamotrigina) incluindo síndrome de Stevens-Johnson (raro, mas grave). Depressão respiratória é muito rara. Risco de quedas aumentado em idosos. Monitorar: monitorar sedação, tontura e equilíbrio. avaliar pele em cada visita (especialmente nos primeiros 2 meses de lamotrigina). monitorar função cognitiva e risco de quedas. não é necessário monitorar níveis séricos de rotina..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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