Furosemida + Tacrolimus
⚠O que acontece
Deterioração da função renal, possível necessidade de ajuste de dose de tacrolimus.
⚙Mecanismo
Tacrolimus causa vasoconstrição aferente por endotelina e inibição da calcineurina; furosemida agrava estado prerrenal por depleção volêmica. Não envolve CYP3A4. Magnitude: creatinina sobe 30-80% em 1-2 semanas em transplantados.
📋Conduta Clinica
Manter hidratação >2,5 L/dia; usar menor dose efetiva de furosemida (iniciar 20-40 mg/dia). Evitar depleção volêmica excessiva.
🔍O que monitorar
Creatinina 2-3×/semana; níveis de tacrolimus, K+, Mg2+ e peso diário.
↺Alternativas
Torsemida ou ajuste de dose de tacrolimus com nefrologista.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Furosemida com Tacrolimus?
A combinação de Furosemida com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Deterioração da função renal, possível necessidade de ajuste de dose de tacrolimus. Manter hidratação >2,5 L/dia; usar menor dose efetiva de furosemida (iniciar 20-40 mg/dia). Evitar depleção volêmica excessiva.
Furosemida e Tacrolimus interagem?
Sim, Furosemida e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve tacrolimus causa vasoconstrição aferente por endotelina e inibição da calcineurina; furosemida agrava estado prerrenal por depleção volêmica. não envolve cyp3a4. magnitude: creatinina sobe 30-80% em 1-2 semanas em transplantados.. A conduta recomendada é: manter hidratação >2,5 l/dia; usar menor dose efetiva de furosemida (iniciar 20-40 mg/dia). evitar depleção volêmica excessiva..
Qual o risco de Furosemida com Tacrolimus?
O risco da associação Furosemida + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Deterioração da função renal, possível necessidade de ajuste de dose de tacrolimus. Monitorar: creatinina 2-3×/semana; níveis de tacrolimus, k+, mg2+ e peso diário..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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