Fluvoxamina + Tramadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, hipertermia, diaforese, taquicardia. Pode ocorrer também depressão respiratória se houver acúmulo do componente opioide (raro).
⚙Mecanismo
A fluvoxamina inibe potentemente a recaptação de serotonina (SERT) e também inibe CYP2D6 (fracamente) e CYP3A4 (moderadamente). O tramadol inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, e seu metabólito ativo (O-desmetiltramadol) é formado via CYP2D6 e tem ação opioide. A combinação resulta em aumento da serotonina sináptica por mecanismos aditivos (recaptação e liberação). Além disso, a inibição de CYP2D6 pela fluvoxamina pode reduzir a formação do metabólito ativo, diminuindo a analgesia, mas o risco serotoninérgico permanece. O risco é maior com doses altas de tramadol (>400 mg/dia) e em idosos.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se necessário analgesia em paciente usando fluvoxamina, preferir opioides sem ação serotoninérgica (morfina, oxicodona, hidromorfona) com monitoramento. Se a associação for inevitável, usar tramadol na menor dose possível (≤200 mg/dia) e monitorar sinais de toxicidade serotoninérgica a cada 4-6 horas. Ao primeiro sinal, suspender tramadol e iniciar medidas de suporte.
🔍O que monitorar
Temperatura, frequência cardíaca, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. Aplicar Critérios de Hunter. Monitorar também sedação e frequência respiratória.
↺Alternativas
Para analgesia: morfina, oxicodona, hidromorfona, codeína (esta última depende de CYP2D6, mas tem menor risco serotoninérgico). Para o antidepressivo, considerar troca para bupropiona ou mirtazapina durante o uso de tramadol.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Critérios de Hunter; Park SH, et al. Pharmacotherapy 2014;34(5):e50-4.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Tramadol?
A combinação de Fluvoxamina com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, hipertermia, diaforese, taquicardia. Pode ocorrer também depressão respiratória se houver acúmulo do componente opioide (raro). Evitar a associação. Se necessário analgesia em paciente usando fluvoxamina, preferir opioides sem ação serotoninérgica (morfina, oxicodona, hidromorfona) com monitoramento. Se a associação for inevitável, usar tramadol na menor dose possível (≤200 mg/dia) e monitorar sinais de toxicidade serotoninérgica a cada 4-6 horas. Ao primeiro sinal, suspender tramadol e iniciar medidas de suporte.
Fluvoxamina e Tramadol interagem?
Sim, Fluvoxamina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fluvoxamina inibe potentemente a recaptação de serotonina (sert) e também inibe cyp2d6 (fracamente) e cyp3a4 (moderadamente). o tramadol inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, e seu metabólito ativo (o-desmetiltramadol) é formado via cyp2d6 e tem ação opioide. a combinação resulta em aumento da serotonina sináptica por mecanismos aditivos (recaptação e liberação). além disso, a inibição de cyp2d6 pela fluvoxamina pode reduzir a formação do metabólito ativo, diminuindo a analgesia, mas o risco serotoninérgico permanece. o risco é maior com doses altas de tramadol (>400 mg/dia) e em idosos.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se necessário analgesia em paciente usando fluvoxamina, preferir opioides sem ação serotoninérgica (morfina, oxicodona, hidromorfona) com monitoramento. se a associação for inevitável, usar tramadol na menor dose possível (≤200 mg/dia) e monitorar sinais de toxicidade serotoninérgica a cada 4-6 horas. ao primeiro sinal, suspender tramadol e iniciar medidas de suporte..
Qual o risco de Fluvoxamina com Tramadol?
O risco da associação Fluvoxamina + Tramadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, hipertermia, diaforese, taquicardia. Pode ocorrer também depressão respiratória se houver acúmulo do componente opioide (raro). Monitorar: temperatura, frequência cardíaca, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. aplicar critérios de hunter. monitorar também sedação e frequência respiratória..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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