Fluvoxamina + Tapentadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica potencialmente fatal: agitação, mioclonia, hipertermia (>38,5°C), diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus espontâneo, midríase, diarreia. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e coagulação intravascular disseminada.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: fluvoxamina inibe a recaptação de serotonina (ISRS) e o tapentadol é um agonista opioide mu com inibição da recaptação de noradrenalina e, em menor grau, de serotonina. A combinação pode elevar os níveis sinápticos de serotonina a níveis tóxicos, especialmente em idosos ou pacientes com comprometimento renal.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, iniciar com doses mínimas de ambos e monitorar rigorosamente. Aplicar os Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica: suspender ambos os fármacos, suporte intensivo (resfriamento externo, benzodiazepínicos para sedação e controle de mioclonia, ciproeptadina 12-32 mg/dia VO/SNE em casos moderados a graves).
🔍O que monitorar
Temperatura axilar a cada 2-4 horas, frequência cardíaca contínua, reflexos tendinosos profundos, clônus ocular e espontâneo, mioclonia, nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow), rigidez muscular, pupilas, peristalse intestinal.
↺Alternativas
Usar analgésico não serotoninérgico (ex: morfina, oxicodona, gabapentina) ou ISRS com menor risco serotoninérgico (citalopram, sertralina) em monoterapia, se possível.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. The serotonin syndrome. N Engl J Med. 2005;352(11):1112-1120.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Tapentadol?
A combinação de Fluvoxamina com Tapentadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica potencialmente fatal: agitação, mioclonia, hipertermia (>38,5°C), diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus espontâneo, midríase, diarreia. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e coagulação intravascular disseminada. Evitar a associação. Se inevitável, iniciar com doses mínimas de ambos e monitorar rigorosamente. Aplicar os Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica: suspender ambos os fármacos, suporte intensivo (resfriamento externo, benzodiazepínicos para sedação e controle de mioclonia, ciproeptadina 12-32 mg/dia VO/SNE em casos moderados a graves).
Fluvoxamina e Tapentadol interagem?
Sim, Fluvoxamina e Tapentadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: fluvoxamina inibe a recaptação de serotonina (isrs) e o tapentadol é um agonista opioide mu com inibição da recaptação de noradrenalina e, em menor grau, de serotonina. a combinação pode elevar os níveis sinápticos de serotonina a níveis tóxicos, especialmente em idosos ou pacientes com comprometimento renal.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, iniciar com doses mínimas de ambos e monitorar rigorosamente. aplicar os critérios de hunter para diagnóstico precoce. ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica: suspender ambos os fármacos, suporte intensivo (resfriamento externo, benzodiazepínicos para sedação e controle de mioclonia, ciproeptadina 12-32 mg/dia vo/sne em casos moderados a graves)..
Qual o risco de Fluvoxamina com Tapentadol?
O risco da associação Fluvoxamina + Tapentadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica potencialmente fatal: agitação, mioclonia, hipertermia (>38,5°C), diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus espontâneo, midríase, diarreia. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e coagulação intravascular disseminada. Monitorar: temperatura axilar a cada 2-4 horas, frequência cardíaca contínua, reflexos tendinosos profundos, clônus ocular e espontâneo, mioclonia, nível de consciência (escala de coma de glasgow), rigidez muscular, pupilas, peristalse intestinal..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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