Fluvoxamina + Sumatriptano
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzível), tremor, hipertermia (>38°C), diaforese, taquicardia, midríase, diarreia. Casos graves podem evoluir com rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), aumentando a concentração de serotonina na fenda sináptica. Sumatriptano é um agonista dos receptores 5-HT1B/1D, que também contribui para a neurotransmissão serotoninérgica. A combinação pode resultar em estimulação excessiva dos receptores 5-HT1A e 5-HT2A centrais, desencadeando síndrome serotoninérgica. Embora sumatriptano tenha baixa penetração no SNC, casos de síndrome serotoninérgica foram relatados com triptanos e ISRS, possivelmente por efeitos periféricos ou em indivíduos suscetíveis.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for necessário (ex.: enxaqueca refratária e depressão grave), iniciar sumatriptano na menor dose eficaz (25 mg VO ou 5 mg intranasal) e monitorar rigorosamente. Educar o paciente sobre sinais de síndrome serotoninérgica. Ao primeiro sinal, suspender ambos os fármacos e buscar atendimento de emergência. Em caso de síndrome estabelecida: suporte (resfriamento, benzodiazepínicos para mioclonia/agitação, ciproeptadina 12-32 mg/dia VO/SNE como antídoto).
🔍O que monitorar
Avaliar sinais vitais (temperatura, FC) e exame neurológico focado (reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência) a cada consulta ou contato. Usar os Critérios de Hunter para diagnóstico: clônus espontâneo; ou clônus induzível + agitação/diaforese; ou clônus ocular + agitação/diaforese; ou tremor + hiperreflexia; ou hipertônus + temperatura >38°C + clônus ocular/induzível.
↺Alternativas
Para enxaqueca, usar analgésicos não serotoninérgicos: AINEs (ibuprofeno, naproxeno), paracetamol, ou antieméticos como metoclopramida. Para prevenção, considerar betabloqueadores (propranolol), anticonvulsivantes (topiramato, valproato) ou antagonistas do CGRP. Para depressão, trocar fluvoxamina por bupropiona (sem ação serotoninérgica significativa) ou mirtazapina (antagonista 5-HT2/3, menor risco).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert 2006; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. N Engl J Med 2005;352:1112-20; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Sumatriptano?
A combinação de Fluvoxamina com Sumatriptano apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzível), tremor, hipertermia (>38°C), diaforese, taquicardia, midríase, diarreia. Casos graves podem evoluir com rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for necessário (ex.: enxaqueca refratária e depressão grave), iniciar sumatriptano na menor dose eficaz (25 mg VO ou 5 mg intranasal) e monitorar rigorosamente. Educar o paciente sobre sinais de síndrome serotoninérgica. Ao primeiro sinal, suspender ambos os fármacos e buscar atendimento de emergência. Em caso de síndrome estabelecida: suporte (resfriamento, benzodiazepínicos para mioclonia/agitação, ciproeptadina 12-32 mg/dia VO/SNE como antídoto).
Fluvoxamina e Sumatriptano interagem?
Sim, Fluvoxamina e Sumatriptano possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (isrs), aumentando a concentração de serotonina na fenda sináptica. sumatriptano é um agonista dos receptores 5-ht1b/1d, que também contribui para a neurotransmissão serotoninérgica. a combinação pode resultar em estimulação excessiva dos receptores 5-ht1a e 5-ht2a centrais, desencadeando síndrome serotoninérgica. embora sumatriptano tenha baixa penetração no snc, casos de síndrome serotoninérgica foram relatados com triptanos e isrs, possivelmente por efeitos periféricos ou em indivíduos suscetíveis.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for necessário (ex.: enxaqueca refratária e depressão grave), iniciar sumatriptano na menor dose eficaz (25 mg vo ou 5 mg intranasal) e monitorar rigorosamente. educar o paciente sobre sinais de síndrome serotoninérgica. ao primeiro sinal, suspender ambos os fármacos e buscar atendimento de emergência. em caso de síndrome estabelecida: suporte (resfriamento, benzodiazepínicos para mioclonia/agitação, ciproeptadina 12-32 mg/dia vo/sne como antídoto)..
Qual o risco de Fluvoxamina com Sumatriptano?
O risco da associação Fluvoxamina + Sumatriptano é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzível), tremor, hipertermia (>38°C), diaforese, taquicardia, midríase, diarreia. Casos graves podem evoluir com rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Monitorar: avaliar sinais vitais (temperatura, fc) e exame neurológico focado (reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência) a cada consulta ou contato. usar os critérios de hunter para diagnóstico: clônus espontâneo; ou clônus induzível + agitação/diaforese; ou clônus ocular + agitação/diaforese; ou tremor + hiperreflexia; ou hipertônus + temperatura >38°c + clônus ocular/induzível..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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