Fluvoxamina + Quetiapina
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de quetiapina, potencializando sedação excessiva, hipotensão ortostática, e prolongamento do intervalo QTc. Risco de síncope e quedas, especialmente em idosos.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina é um inibidor potente da CYP1A2 (IC50 ~0.1-0.2 μM) e inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~2-10 μM). A quetiapina é metabolizada principalmente pela CYP3A4, com contribuição menor da CYP2D6. A inibição da CYP3A4 pela fluvoxamina pode aumentar a AUC da quetiapina em até 2-3 vezes, com aumento significativo na sedação e efeitos cardiovasculares.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, iniciar quetiapina em dose reduzida (ex.: 12,5-25 mg/dia para sedação, 50 mg/dia para antipsicótico) e titular lentamente. Se já em uso de quetiapina, reduzir a dose em 50-75% e monitorar. Realizar ECG basal e monitorar QTc se doses altas ou fatores de risco.
🔍O que monitorar
Sedação, pressão arterial (ortostase), ECG com QTc se doses >300 mg/dia ou fatores de risco. Hemoglobina glicada e perfil lipídico se uso prolongado.
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por ISRS com menor inibição da CYP3A4 (ex.: sertralina, citalopram) ou usar antipsicótico com metabolismo independente da CYP3A4 (ex.: olanzapina, paliperidona).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo: DeVane et al. 1999 (aumento de 2-3x na AUC da quetiapina com fluvoxamina)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Quetiapina?
A combinação de Fluvoxamina com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis de quetiapina, potencializando sedação excessiva, hipotensão ortostática, e prolongamento do intervalo QTc. Risco de síncope e quedas, especialmente em idosos. Se a combinação for necessária, iniciar quetiapina em dose reduzida (ex.: 12,5-25 mg/dia para sedação, 50 mg/dia para antipsicótico) e titular lentamente. Se já em uso de quetiapina, reduzir a dose em 50-75% e monitorar. Realizar ECG basal e monitorar QTc se doses altas ou fatores de risco.
Fluvoxamina e Quetiapina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é um inibidor potente da cyp1a2 (ic50 ~0.1-0.2 μm) e inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~2-10 μm). a quetiapina é metabolizada principalmente pela cyp3a4, com contribuição menor da cyp2d6. a inibição da cyp3a4 pela fluvoxamina pode aumentar a auc da quetiapina em até 2-3 vezes, com aumento significativo na sedação e efeitos cardiovasculares.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, iniciar quetiapina em dose reduzida (ex.: 12,5-25 mg/dia para sedação, 50 mg/dia para antipsicótico) e titular lentamente. se já em uso de quetiapina, reduzir a dose em 50-75% e monitorar. realizar ecg basal e monitorar qtc se doses altas ou fatores de risco..
Qual o risco de Fluvoxamina com Quetiapina?
O risco da associação Fluvoxamina + Quetiapina é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis de quetiapina, potencializando sedação excessiva, hipotensão ortostática, e prolongamento do intervalo QTc. Risco de síncope e quedas, especialmente em idosos. Monitorar: sedação, pressão arterial (ortostase), ecg com qtc se doses >300 mg/dia ou fatores de risco. hemoglobina glicada e perfil lipídico se uso prolongado..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.