Fluvoxamina + Paroxetina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38.5°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular ou induzível, rigidez muscular, delirium. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: Fluvoxamina (ISRS) inibe a recaptação de serotonina (SERT) com Ki ≈ 2.5 nM, enquanto Paroxetina (ISRS) inibe SERT com Ki ≈ 0.13 nM, resultando em excesso de serotonina sináptica. Ambos também inibem fracamente a MAO-A em altas doses, contribuindo para o acúmulo de serotonina. Risco de síndrome serotoninérgica é dose-dependente e aumenta com polifarmácia serotoninérgica.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, iniciar com doses mínimas (ex: Fluvoxamina 25 mg/dia + Paroxetina 10 mg/dia) e titular lentamente com intervalo ≥2 semanas entre ajustes. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos, suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina 12 mg VO/SNE dose inicial, depois 2 mg a cada 2h até resposta).
🔍O que monitorar
Avaliar temperatura, FC, PA, reflexos tendinosos, clônus (espontâneo/induzível), mioclonia, nível de consciência e rigidez muscular a cada consulta ou diariamente durante titulação. ECG se suspeita de instabilidade autonômica.
↺Alternativas
Substituir um dos ISRS por fármaco não serotoninérgico (ex: Bupropiona, Mirtazapina em doses baixas) ou usar monoterapia com dose otimizada.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. The serotonin syndrome. N Engl J Med. 2005;352(11):1112-1120.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Paroxetina?
A combinação de Fluvoxamina com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38.5°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular ou induzível, rigidez muscular, delirium. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, iniciar com doses mínimas (ex: Fluvoxamina 25 mg/dia + Paroxetina 10 mg/dia) e titular lentamente com intervalo ≥2 semanas entre ajustes. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos, suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina 12 mg VO/SNE dose inicial, depois 2 mg a cada 2h até resposta).
Fluvoxamina e Paroxetina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: fluvoxamina (isrs) inibe a recaptação de serotonina (sert) com ki ≈ 2.5 nm, enquanto paroxetina (isrs) inibe sert com ki ≈ 0.13 nm, resultando em excesso de serotonina sináptica. ambos também inibem fracamente a mao-a em altas doses, contribuindo para o acúmulo de serotonina. risco de síndrome serotoninérgica é dose-dependente e aumenta com polifarmácia serotoninérgica.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, iniciar com doses mínimas (ex: fluvoxamina 25 mg/dia + paroxetina 10 mg/dia) e titular lentamente com intervalo ≥2 semanas entre ajustes. aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce. em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos, suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina 12 mg vo/sne dose inicial, depois 2 mg a cada 2h até resposta)..
Qual o risco de Fluvoxamina com Paroxetina?
O risco da associação Fluvoxamina + Paroxetina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38.5°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular ou induzível, rigidez muscular, delirium. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Monitorar: avaliar temperatura, fc, pa, reflexos tendinosos, clônus (espontâneo/induzível), mioclonia, nível de consciência e rigidez muscular a cada consulta ou diariamente durante titulação. ecg se suspeita de instabilidade autonômica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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