Fluvoxamina + Ondansetrona
⚠O que acontece
Aumento moderado dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com potencial para prolongamento do intervalo QTc (aumento médio de 10-20 ms). Risco de torsades de pointes é baixo em pacientes sem outros fatores de risco, mas pode ser significativo em populações vulneráveis (idosos, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT).
⚙Mecanismo
Fluvoxamina é inibidor potente da CYP1A2 (Ki ~0.1 μM) e inibidor moderado a potente da CYP3A4 (Ki ~0.1-0.2 μM). Ondansetrona é metabolizada principalmente pela CYP1A2 e CYP3A4, com contribuição menor da CYP2D6. A inibição da CYP1A2 pela fluvoxamina pode aumentar a AUC da ondansetrona em 2 a 4 vezes. A ondansetrona bloqueia canais hERG (IKr) de forma concentração-dependente, prolongando o QTc, especialmente em doses altas ou IV.
📋Conduta Clinica
A associação pode ser usada com cautela. Limitar dose de ondansetrona a 8 mg/dose (máximo 16 mg/dia) em adultos. Evitar administração IV em bolus; preferir infusão lenta (15 min). Obter ECG basal se paciente tiver fatores de risco para QT prolongado. Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do uso.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal se fatores de risco presentes; monitorar K+ e Mg2+ séricos. Avaliar sinais de arritmia (palpitações, síncope) durante o tratamento.
↺Alternativas
Para antiemese, considerar alternativas com menor risco de interação e efeito no QT: metoclopramida (cautela com sintomas extrapiramidais), dimenidrinato, ou aprepitanto (substrato da CYP3A4, mas com menor risco de QT). Se necessário trocar fluvoxamina, optar por ISRS com menor inibição de CYP1A2 (ex.: sertralina, citalopram).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Ondansetron Safety Communication 2012; CredibleMeds QT Drug List 2024; PubMed: PMID 22473797
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Ondansetrona?
A combinação de Fluvoxamina com Ondansetrona apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com potencial para prolongamento do intervalo QTc (aumento médio de 10-20 ms). Risco de torsades de pointes é baixo em pacientes sem outros fatores de risco, mas pode ser significativo em populações vulneráveis (idosos, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT). A associação pode ser usada com cautela. Limitar dose de ondansetrona a 8 mg/dose (máximo 16 mg/dia) em adultos. Evitar administração IV em bolus; preferir infusão lenta (15 min). Obter ECG basal se paciente tiver fatores de risco para QT prolongado. Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do uso.
Fluvoxamina e Ondansetrona interagem?
Sim, Fluvoxamina e Ondansetrona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é inibidor potente da cyp1a2 (ki ~0.1 μm) e inibidor moderado a potente da cyp3a4 (ki ~0.1-0.2 μm). ondansetrona é metabolizada principalmente pela cyp1a2 e cyp3a4, com contribuição menor da cyp2d6. a inibição da cyp1a2 pela fluvoxamina pode aumentar a auc da ondansetrona em 2 a 4 vezes. a ondansetrona bloqueia canais herg (ikr) de forma concentração-dependente, prolongando o qtc, especialmente em doses altas ou iv.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. limitar dose de ondansetrona a 8 mg/dose (máximo 16 mg/dia) em adultos. evitar administração iv em bolus; preferir infusão lenta (15 min). obter ecg basal se paciente tiver fatores de risco para qt prolongado. corrigir distúrbios eletrolíticos antes do uso..
Qual o risco de Fluvoxamina com Ondansetrona?
O risco da associação Fluvoxamina + Ondansetrona é classificado como MODERADA. Aumento moderado dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com potencial para prolongamento do intervalo QTc (aumento médio de 10-20 ms). Risco de torsades de pointes é baixo em pacientes sem outros fatores de risco, mas pode ser significativo em populações vulneráveis (idosos, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT). Monitorar: ecg com qtc basal se fatores de risco presentes; monitorar k+ e mg2+ séricos. avaliar sinais de arritmia (palpitações, síncope) durante o tratamento..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.