Fluvoxamina + Olanzapina
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de olanzapina, potencializando sedação excessiva, ganho de peso, dislipidemia, hiperglicemia, e prolongamento do intervalo QTc (embora o risco de QTc com olanzapina seja menor que com outros antipsicóticos).
⚙Mecanismo
Fluvoxamina é um inibidor potente da CYP1A2 (IC50 ~0.1-0.2 μM). A olanzapina é metabolizada principalmente pela CYP1A2 (contribuição de ~70%) e pela CYP2D6. A inibição da CYP1A2 pode aumentar a AUC da olanzapina em 2-3 vezes, com aumento significativo na sedação e efeitos metabólicos.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, reduzir a dose de olanzapina em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia) e titular lentamente. Monitorar peso, glicemia de jejum e perfil lipídico basal e após 1 mês, depois a cada 3 meses. ECG se doses altas ou fatores de risco.
🔍O que monitorar
Peso, IMC, glicemia de jejum, HbA1c, perfil lipídico. Sedação e sinais de síndrome metabólica. ECG com QTc se doses >20 mg/dia.
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por ISRS com menor inibição da CYP1A2 (ex.: sertralina, citalopram) ou usar antipsicótico com metabolismo independente da CYP1A2 (ex.: risperidona, paliperidona).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo: Hiemke et al. 2002 (aumento de 2-3x na AUC da olanzapina com fluvoxamina)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Olanzapina?
A combinação de Fluvoxamina com Olanzapina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis de olanzapina, potencializando sedação excessiva, ganho de peso, dislipidemia, hiperglicemia, e prolongamento do intervalo QTc (embora o risco de QTc com olanzapina seja menor que com outros antipsicóticos). Se a combinação for necessária, reduzir a dose de olanzapina em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia) e titular lentamente. Monitorar peso, glicemia de jejum e perfil lipídico basal e após 1 mês, depois a cada 3 meses. ECG se doses altas ou fatores de risco.
Fluvoxamina e Olanzapina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Olanzapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é um inibidor potente da cyp1a2 (ic50 ~0.1-0.2 μm). a olanzapina é metabolizada principalmente pela cyp1a2 (contribuição de ~70%) e pela cyp2d6. a inibição da cyp1a2 pode aumentar a auc da olanzapina em 2-3 vezes, com aumento significativo na sedação e efeitos metabólicos.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, reduzir a dose de olanzapina em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia) e titular lentamente. monitorar peso, glicemia de jejum e perfil lipídico basal e após 1 mês, depois a cada 3 meses. ecg se doses altas ou fatores de risco..
Qual o risco de Fluvoxamina com Olanzapina?
O risco da associação Fluvoxamina + Olanzapina é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis de olanzapina, potencializando sedação excessiva, ganho de peso, dislipidemia, hiperglicemia, e prolongamento do intervalo QTc (embora o risco de QTc com olanzapina seja menor que com outros antipsicóticos). Monitorar: peso, imc, glicemia de jejum, hba1c, perfil lipídico. sedação e sinais de síndrome metabólica. ecg com qtc se doses >20 mg/dia..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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