Fluvoxamina + Mirtazapina
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis plasmáticos de mirtazapina, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como sedação excessiva, ganho de peso, e raramente mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia). O risco de síndrome serotoninérgica é baixo, pois a mirtazapina é um antagonista 5-HT2 e 5-HT3, não um agonista serotoninérgico direto.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina é um inibidor potente da CYP1A2 (IC50 ~0.1-0.2 μM) e inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~2-10 μM). A mirtazapina é metabolizada principalmente pela CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4. A inibição da CYP1A2 pela fluvoxamina pode aumentar a AUC da mirtazapina em aproximadamente 3-4 vezes, com aumento significativo na Cmax. A CYP2D6 não é afetada pela fluvoxamina, mas a contribuição relativa da CYP1A2 é predominante.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, iniciar mirtazapina em dose reduzida (ex.: 7,5-15 mg/dia) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. Considerar redução da dose de mirtazapina em 50% se já estiver em uso. Monitorar sedação e hemograma se houver sinais de infecção ou sangramento.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação excessiva, ganho de peso, e sinais de mielossupressão (febre, infecções, equimoses). Hemograma basal e após 1 mês, depois a cada 3-6 meses se manutenção.
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por um ISRS com menor inibição da CYP1A2 (ex.: sertralina, citalopram) ou usar outro antidepressivo não serotoninérgico como bupropiona.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo clínico: Hartter et al. 1998 (aumento de 3-4x na AUC da mirtazapina com fluvoxamina)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Mirtazapina?
A combinação de Fluvoxamina com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de mirtazapina, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como sedação excessiva, ganho de peso, e raramente mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia). O risco de síndrome serotoninérgica é baixo, pois a mirtazapina é um antagonista 5-HT2 e 5-HT3, não um agonista serotoninérgico direto. Se a combinação for necessária, iniciar mirtazapina em dose reduzida (ex.: 7,5-15 mg/dia) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. Considerar redução da dose de mirtazapina em 50% se já estiver em uso. Monitorar sedação e hemograma se houver sinais de infecção ou sangramento.
Fluvoxamina e Mirtazapina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é um inibidor potente da cyp1a2 (ic50 ~0.1-0.2 μm) e inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~2-10 μm). a mirtazapina é metabolizada principalmente pela cyp1a2, cyp2d6 e cyp3a4. a inibição da cyp1a2 pela fluvoxamina pode aumentar a auc da mirtazapina em aproximadamente 3-4 vezes, com aumento significativo na cmax. a cyp2d6 não é afetada pela fluvoxamina, mas a contribuição relativa da cyp1a2 é predominante.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, iniciar mirtazapina em dose reduzida (ex.: 7,5-15 mg/dia) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. considerar redução da dose de mirtazapina em 50% se já estiver em uso. monitorar sedação e hemograma se houver sinais de infecção ou sangramento..
Qual o risco de Fluvoxamina com Mirtazapina?
O risco da associação Fluvoxamina + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de mirtazapina, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como sedação excessiva, ganho de peso, e raramente mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia). O risco de síndrome serotoninérgica é baixo, pois a mirtazapina é um antagonista 5-HT2 e 5-HT3, não um agonista serotoninérgico direto. Monitorar: avaliar sedação excessiva, ganho de peso, e sinais de mielossupressão (febre, infecções, equimoses). hemograma basal e após 1 mês, depois a cada 3-6 meses se manutenção..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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