Fluvoxamina + Lítio
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia >38°C, diaforese, tremor, taquicardia, hiperreflexia, clônus espontâneo.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe recaptação de serotonina (SERT); lítio potencializa liberação e transmissão serotoninérgica via inositol e PKC. Risco aditivo de síndrome serotoninérgica (IC50 fluvoxamina SERT ~2 nM).
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: iniciar lítio com 300 mg/dia e fluvoxamina 25-50 mg/dia, titular lentamente. Manter intervalo mínimo de 2 semanas entre introdução de cada fármaco.
🔍O que monitorar
Diário nos primeiros 7 dias: temperatura axilar, FC, PA, reflexos patelares, clônus, nível de consciência. Aplicar critérios de Hunter a cada avaliação. Suspender ambos os fármacos se temperatura >38,5°C ou clônus espontâneo.
↺Alternativas
Trocar fluvoxamina por mirtazapina ou bupropiona (sem ação serotoninérgica relevante) ou usar valproato/quetiapina no lugar do lítio.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter criteria validation studies
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Lítio?
A combinação de Fluvoxamina com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia >38°C, diaforese, tremor, taquicardia, hiperreflexia, clônus espontâneo. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: iniciar lítio com 300 mg/dia e fluvoxamina 25-50 mg/dia, titular lentamente. Manter intervalo mínimo de 2 semanas entre introdução de cada fármaco.
Fluvoxamina e Lítio interagem?
Sim, Fluvoxamina e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe recaptação de serotonina (sert); lítio potencializa liberação e transmissão serotoninérgica via inositol e pkc. risco aditivo de síndrome serotoninérgica (ic50 fluvoxamina sert ~2 nm).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: iniciar lítio com 300 mg/dia e fluvoxamina 25-50 mg/dia, titular lentamente. manter intervalo mínimo de 2 semanas entre introdução de cada fármaco..
Qual o risco de Fluvoxamina com Lítio?
O risco da associação Fluvoxamina + Lítio é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia >38°C, diaforese, tremor, taquicardia, hiperreflexia, clônus espontâneo. Monitorar: diário nos primeiros 7 dias: temperatura axilar, fc, pa, reflexos patelares, clônus, nível de consciência. aplicar critérios de hunter a cada avaliação. suspender ambos os fármacos se temperatura >38,5°c ou clônus espontâneo..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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