Fluvoxamina + Linezolida
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo ou induzível, hipertermia (>38°C), diaforese, taquicardia, midríase, diarreia. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito.
⚙Mecanismo
A fluvoxamina inibe a recaptação de serotonina (SERT) no neurônio pré-sináptico, aumentando a serotonina na fenda sináptica. A linezolida inibe a monoaminoxidase (MAO-A e MAO-B) de forma reversível e não seletiva, reduzindo a degradação intraneuronal de serotonina. A combinação resulta em acúmulo excessivo de serotonina nos receptores pós-sinápticos 5-HT1A e 5-HT2A, podendo desencadear síndrome serotoninérgica. O risco é maior com doses altas de fluvoxamina (>150 mg/dia) e em idosos.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável (ex: infecção por MRSA sem alternativa), usar linezolida com monitoramento intensivo e suspender fluvoxamina se possível (respeitar washout de 2 semanas). Se a fluvoxamina não puder ser suspensa, iniciar linezolida em ambiente hospitalar, com avaliação a cada 4-6 horas usando os critérios de Hunter. Ao primeiro sinal de toxicidade serotoninérgica, suspender ambos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproeptadina se grave).
🔍O que monitorar
Temperatura axilar a cada 4 horas, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos profundos, pesquisa de clônus (espontâneo e induzível), mioclonia, diâmetro pupilar, nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow). Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce.
↺Alternativas
Para infecções gram-positivas: vancomicina, daptomicina, teicoplanina (sem ação serotoninérgica). Para o antidepressivo, considerar troca para bupropiona ou mirtazapina (sem ação serotoninérgica significativa) durante o tratamento com linezolida.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Critérios de Hunter para Síndrome Serotoninérgica; Boyer EW, Shannon M. N Engl J Med 2005;352:1112-20.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Linezolida?
A combinação de Fluvoxamina com Linezolida apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo ou induzível, hipertermia (>38°C), diaforese, taquicardia, midríase, diarreia. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável (ex: infecção por MRSA sem alternativa), usar linezolida com monitoramento intensivo e suspender fluvoxamina se possível (respeitar washout de 2 semanas). Se a fluvoxamina não puder ser suspensa, iniciar linezolida em ambiente hospitalar, com avaliação a cada 4-6 horas usando os critérios de Hunter. Ao primeiro sinal de toxicidade serotoninérgica, suspender ambos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproeptadina se grave).
Fluvoxamina e Linezolida interagem?
Sim, Fluvoxamina e Linezolida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fluvoxamina inibe a recaptação de serotonina (sert) no neurônio pré-sináptico, aumentando a serotonina na fenda sináptica. a linezolida inibe a monoaminoxidase (mao-a e mao-b) de forma reversível e não seletiva, reduzindo a degradação intraneuronal de serotonina. a combinação resulta em acúmulo excessivo de serotonina nos receptores pós-sinápticos 5-ht1a e 5-ht2a, podendo desencadear síndrome serotoninérgica. o risco é maior com doses altas de fluvoxamina (>150 mg/dia) e em idosos.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável (ex: infecção por mrsa sem alternativa), usar linezolida com monitoramento intensivo e suspender fluvoxamina se possível (respeitar washout de 2 semanas). se a fluvoxamina não puder ser suspensa, iniciar linezolida em ambiente hospitalar, com avaliação a cada 4-6 horas usando os critérios de hunter. ao primeiro sinal de toxicidade serotoninérgica, suspender ambos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproeptadina se grave)..
Qual o risco de Fluvoxamina com Linezolida?
O risco da associação Fluvoxamina + Linezolida é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo ou induzível, hipertermia (>38°C), diaforese, taquicardia, midríase, diarreia. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Monitorar: temperatura axilar a cada 4 horas, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos profundos, pesquisa de clônus (espontâneo e induzível), mioclonia, diâmetro pupilar, nível de consciência (escala de coma de glasgow). aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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