Fluvoxamina + Lansoprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de lansoprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como cefaleia, diarreia, tontura e, em uso crônico, risco de hipergastrinemia, pólipos gástricos e deficiência de vitamina B12. Raramente, colite microscópica.

Mecanismo

Fluvoxamina é inibidor potente da CYP2C19 (IC50 ~0.5 μM) e inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~10 μM). O lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 (~70%) e CYP3A4 (~30%). A inibição da CYP2C19 pela fluvoxamina pode aumentar a AUC do lansoprazol em 40-80% e prolongar sua meia-vida, com maior impacto em metabolizadores rápidos.

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Considerar redução da dose de lansoprazol em 50% se surgirem efeitos adversos. Para terapia de curto prazo (<4 semanas), o ajuste pode não ser necessário. Em uso crônico, preferir pantoprazol, que é menos dependente da CYP2C19.

🔍O que monitorar

Sintomas de hiperacidez (azia, regurgitação), efeitos adversos (cefaleia, diarreia), sinais de deficiência de B12 (parestesias, anemia) em uso prolongado (>1 ano).

Alternativas

Substituir lansoprazol por pantoprazol (menor metabolismo via CYP2C19) ou usar um ISRS com menor inibição de CYP2C19, como citalopram ou sertralina.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Pichard L et al. Effect of CYP2C19 and CYP3A4 genetic polymorphisms on the pharmacokinetics of lansoprazole. Br J Clin Pharmacol. 2004;58(5):498-508.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Lansoprazol?

A combinação de Fluvoxamina com Lansoprazol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de lansoprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como cefaleia, diarreia, tontura e, em uso crônico, risco de hipergastrinemia, pólipos gástricos e deficiência de vitamina B12. Raramente, colite microscópica. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Considerar redução da dose de lansoprazol em 50% se surgirem efeitos adversos. Para terapia de curto prazo (<4 semanas), o ajuste pode não ser necessário. Em uso crônico, preferir pantoprazol, que é menos dependente da CYP2C19.

Fluvoxamina e Lansoprazol interagem?

Sim, Fluvoxamina e Lansoprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é inibidor potente da cyp2c19 (ic50 ~0.5 μm) e inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~10 μm). o lansoprazol é metabolizado principalmente pela cyp2c19 (~70%) e cyp3a4 (~30%). a inibição da cyp2c19 pela fluvoxamina pode aumentar a auc do lansoprazol em 40-80% e prolongar sua meia-vida, com maior impacto em metabolizadores rápidos.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica e efeitos adversos. considerar redução da dose de lansoprazol em 50% se surgirem efeitos adversos. para terapia de curto prazo (<4 semanas), o ajuste pode não ser necessário. em uso crônico, preferir pantoprazol, que é menos dependente da cyp2c19..

Qual o risco de Fluvoxamina com Lansoprazol?

O risco da associação Fluvoxamina + Lansoprazol é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de lansoprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como cefaleia, diarreia, tontura e, em uso crônico, risco de hipergastrinemia, pólipos gástricos e deficiência de vitamina B12. Raramente, colite microscópica. Monitorar: sintomas de hiperacidez (azia, regurgitação), efeitos adversos (cefaleia, diarreia), sinais de deficiência de b12 (parestesias, anemia) em uso prolongado (>1 ano)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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